29ª edição do Prêmio Jovem Cientista

18-06-2018

Em sua 29ª edição, o Prêmio Jovem Cientista, que está com as inscrições abertas até o dia 31 de julho, reforça a importância do investimento nos jovens para o desenvolvimento da ciência no país. De acordo com estudo realizado pela Fundação Roberto Marinho (FRM), o Prêmio, que já contou com 21 mil projetos inscritos e 194 premiados, proporcionou resultados importantes. Dentre eles, a constatação de que cerca de 4 em cada 10 projetos deram origem a um produto, serviço, técnica ou patente; 70% deram continuidade ao projeto vencedor, 42% despertaram o interesse do setor público e 50% o interesse da iniciativa privada. Além disso, 81% dos pesquisadores premiados continuam na carreira científica e 88% consideram que o prêmio mudou sua vida.

Esse foi o caso da agraciada na 23ª edição (2007/2008), Mariana Gadoni Canaan, professora da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). De acordo com Gadoni, após a premiação sua vida transformou-se "Segui a carreira acadêmica, fiz mestrado, logo depois doutorado e hoje sou professora da UFMG. Acredito que do ponto de vista profissional abriu muitas portas, em função da visibilidade. Do ponto de vista pessoal, o prêmio foi importante para criar mais confiança e segurança sobre minhas ideias e projetos", pontua. Gadoni foi a 3ª colocada no Prêmio Jovem Cientista na categoria estudante de ensino superior, com o tema Rompendo a reprodução: o impacto da bolsa de iniciação científica nas trajetórias acadêmicas de alunos assistidos pelo programa de assistência estudantil da UFMG.

Já Davi Benedito Oliveira, contemplado na última edição do Prêmio (2014/2015), conta que após a premiação recebeu algumas propostas da iniciativa privada para continuar com seu projeto. Oliveira desenvolveu Biossensores Nanoestruturados para a Monitoração da Qualidade do Pescado e logrou êxito "O prêmio possibilitou que eu fosse contemplado com uma bolsa de iniciação científica oferecida pelo CNPq. Trabalhei por um ano nesse projeto e consegui a patente do meu produto. Vou seguir com a carreira acadêmica e, no futuro, pretendo desenvolver um protótipo para comercialização", fala. Para Oliveira, além das oportunidades profissionais, o reconhecimento proporcionado pela iniciativa, fomentam ainda mais a vontade de investir em pesquisas e desenvolver produtos ou conhecimentos que retornam de forma positiva para a população. "É a Ciência em prol da transformação social", finaliza.

Sobre o Prêmio

A 29ª edição do Prêmio Jovem Cientista tem como tema Inovações para Conservação da Natureza e Transformação Social. Esta é uma iniciativa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) / Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, em parceria com a Fundação Roberto Marinho, Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza e Banco do Brasil. As inscrições e os trabalhos podem ser enviados até o dia 31 de julho, para o site www.jovemcientista.cnpq.br.

Podem concorrer estudantes do Ensino Médio, Ensino Superior, mestres e doutores. Há, ainda, mais duas categorias dentro do prêmio: Mérito Científico para o pesquisador doutor que, ao longo de sua trajetória, tenha se destacado na área relacionada ao tema da edição, e Mérito Institucional para instituições dos ensinos médio e superior com o maior número de trabalhos qualificados.

Conheça as linhas de pesquisa

Na 29ª edição do Prêmio Jovem Cientista, estudantes do ensino superior, mestres e doutores poderão inscrever trabalhos relacionados a uma das seguintes linhas de pesquisa:

  • Benefícios socioeconômicos gerados por unidades de conservação e demais áreas protegidas;
  • Biodiversidade, serviços ecossistêmicos e bem-estar humano;
  • Empreendedorismo e modelos de negócios para a inclusão digital e uso sustentável de recursos naturais;
  • Incentivos econômicos para a conservação e o uso sustentável da natureza;
  • Inovações para a conservação e o uso sustentável da natureza;
  • Inovações para a inclusão digital da sociedade brasileira
  • O papel da biodiversidade e dos serviços ecossistêmicos na adaptação às Mudanças do Clima;
  • Práticas inovadoras em educação, comunicação e divulgação sobre biodiversidade;
  • Produção e consumo ambientalmente sustentáveis;
  • Tecnologias digitais para transformação social;
  • Tecnologias para incentivar a prática de economia colaborativa e sustentável

Já na categoria Ensino Médio, poderão ser inscritos trabalhos relacionados a uma das seguintes linhas de pesquisa:

  • Comunicação e mobilização para a valorização de áreas protegidas;
  • Empreendedorismo e soluções locais para a conservação e o uso sustentável da natureza;
  • Inovações para a conservação da natureza e o uso sustentável no ambiente escolar;
  • Práticas inovadoras em educação ambiental e conservação da natureza;
  • Tecnologias digitais para a conservação da natureza;
  •  Tecnologias digitais para transformação social.