Inovação
Publicado em 29 de ago. de 2019 · Atualizado em 29 de ago. de 2019 · Leitura: 0 min
por Tatiana Nepomuceno

Localizada em Santa Rita do Sapucaí, polo tecnológico mineiro, a empresa Irritron, que produzia controladores para irrigação com funções básicas, estava perdendo mercado para seus concorrentes internacionais como Israel, Estados Unidos e Espanha e precisava reagir. Foi neste contexto, apoiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG), por meio da chamada Tecnova/2013 – Programa de apoio à inovação tecnológica em microempresas e empresas de pequeno porte em Minas Gerais (cujos resultados dos projetos serão apresentados hoje (29), na FAPEMIG), que a companhia vislumbrou uma alternativa para sair na frente e desenvolver controladores para irrigação mais completos e que pudessem concorrer com os produtos estrangeiros. “Com o apoio da FAPEMIG, desenvolvemos o Irriplus que possui, além das funções básicas, também 3 modos de programação: simples, cíclico e independente. Com este produto a Irritron voltou a crescer nesse segmento de mercado, aumentando significativamente suas vendas de controladores.”, aponta o gerente executivo da Irritron, Antônio Carlos Valias.

A tecnologia funciona assim: no modo simples o consumidor conta com as mesmas funções anteriormente disponíveis no Irrimaster (sistema automatizado de irrigação que dispunha da partida na motobomba da irrigação, a mudança de setores e o desligamento da motobomba ao final do ciclo de irrigação). No modo cíclico é possível irrigar em ciclos, ou seja, ao terminar a irrigação do último setor, a irrigação volta ao primeiro, podendo, no entanto, programar um intervalo entre ciclos. No modo independente, o usuário pode programar a irrigação de acordo com as necessidades de cada setor. “Ou seja, setores que demandam uma maior quantidade de água podem funcionar duas ou mais vezes no mesmo dia, enquanto setores instalados em solos mais argilosos ou em uma fase mais jovem da cultura podem funcionar uma só vez. Neste modo de programação o usuário pode programar por dia, por setor ou ambos, o que confere ao Irriplus uma maior gama de programação, ficando, inclusive, mais versátil que os importados e econômico.”, explica.

Valias também informa que, com a comercialização em larga escala do Irriplus, houve um aumento do faturamento da empresa, o que motivou a contratação de mais funcionários, gerando emprego e renda para a região. Ainda, foi a partir do Irriplus, desenvolvido com recursos do programa Tecnova/FAPEMIG, que a empresa desenvolveu outro sistema, o Irriplus VR. “Trata-se de um controlador que se comunica com um inversor de frequência e permite a variação da rotação dos motores elétricos, de acordo com a demanda de pressão de cada válvula de setor. Isto resulta em mais economia de energia.”, pontua.

Irriplus VR e a otimização do tempo

O Irriplus VR identifica a real necessidade de pressão para cada setor e por meio de um conversor de frequência altera a rotação do motor para cada área, evitando sobrecarga desnecessária. Tais controladores permitem a setorização totalmente automática dos sistemas de irrigação. Por exemplo, se o tempo disponível para a irrigação for de 9 horas por dia, irrigando somente no período noturno, quando a energia elétrica pode gozar de descontos que chegam a 80%, dependendo da região, o sistema terá 3 setores e a vazão total seria dividida por 3. “Ao invés de irrigar a lavoura toda de uma só vez, o que aumentaria significativamente o custo de implantação dos sistemas, o Irriplus VR irriga por partes. Assim as concessionárias de energia teriam como atender um maior número de consumidores que utilizam a energia no período diurno, otimizando também suas instalações.”, finaliza. 

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