
Promover ações para potencializar as atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I), por meio da interação entre a academia e as empresas residentes no local, visando a transferência de tecnologia, transformação de resultados científicos em novos produtos e processos, e a geração de inovações. Esse é o objetivo do Hub de Inovação Multifuncional, um espaço recém-inaugurado pelo Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BH-TEC) e que tem a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) como parceira estratégica. Vale lembrar que o projeto foi contemplado na Chamada 07/2019 da FAPEMIG – Programa de Apoio a Parques Tecnológicos e Incubadoras de Empresas de Base Tecnológica.
O novo hub receberá programas de aceleração e incubação de iniciativas de alto potencial tecnológico; assessoramento empresarial; soft landing para instalação de empresas nacionais e internacionais prospectando negócios em Minas Gerais; consultoria em transferência de tecnologia; coworking; espaços para cocriação, demonstração de projetos e rodadas de negócios. O hub também vai englobar o BH-TEC Lab Itinerante para prototipagem e testes de tecnologias, que poderá ser utilizado pelas empresas residentes, assim como pelos atores de ciência, tecnologia e inovação de Minas Gerais e pela sociedade. “Vamos promover um ambiente para atração de projetos de alto impacto tecnológico e realizará – com atores do ecossistema mineiro – programas de aceleração, incubação, transferência de conhecimento e tecnologia”, explica o CEO do Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BH-TEC), Marco Crocco.
Além disso, Crocco explica que o hub também contará com a participação dos sócios-fundadores para a implementação de programas de assessoramento empresarial em parcerias com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresa de Minas Gerais (SEBRAE-MG), da Federação da Indústria de Minas Gerais (FIEMG) e do Núcleo de Inovação Tecnológica da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). “A ideia do Hub é ser um locus capaz de conectar as competências da UFMG e os atores do ecossistema mineiro de inovação com o potencial científico-tecnológico do estado. Conforme o nome diz, o hub é dinâmico, podendo abrigar uma diversidade de ações e empresas, dependendo das demandas das empresas e da sociedade”, acredita o CEO.
O Hub de Inovação Multifuncional contará três frentes : criação de um espaço multifuncional (coworking) para abrigar novas empresas residentes, empresas não-residentes, comunidades científica e empresarial do estado, gerando visibilidade para atrair investidores, empresas e gerar novos negócios; criação do BH-TEC Lab itinerante, com infraestrutura física e equipamentos modernos para a criação e prototipagem de soluções tecnológicas diversas, apto a atender às empresas residentes e às comunidades do interior do estado; e criação de infraestrutura física e facilidades para execução de atividades de empreendedorismo, fomento à inovação, assessoria às empresas, por meio de parceria com sócios-mantenedores do parque e agente da cadeia de valor da inovação.
A primeira frente a ser inaugurada será o coworking que – devido à pandemia – começa abrigando iniciativas de atuação frente à Covid-19. “O BH-TEC já abriga o Centro de Tecnologia em Vacinas da UFMG e as impressoras 3D Fiocruz. Esses ambientes despertam interesses de pesquisadores que observam sinergias para a atuação conjunta. Por isso, neste momento, o coworking tem essa intencionalidade, mas receberá todas as áreas do conhecimento”, acredita Crocco, reforçando que todos os critérios de participação e ritos para as ocupação dos espaços que estão em construção serão públicos e divulgados nas mídias digitais do BH-TEC,
Áreas de Inovação
O Hub é o primeiro passo para o BH-TEC se tornar uma Área de Inovação. Isso significa transformar-se em um lócus projetado e administrado para atrair pessoas de espírito empreendedor, talento qualificado, negócios e investimentos intensivos em conhecimento, aprimorando assim o desenvolvimento econômico sustentável e a prosperidade para a sociedade. Nesse contexto, contempla não apenas as necessidades de empresas e institutos de C,T&I de colaborar entre si, mas também da comunidade a qual o parque integra.
“Baseado nessa definição, pode-se entender Áreas de Inovação como uma evolução do conceito de Parques Tecnológicos, englobando não apenas as necessidades de empresas e universidades de colaborar entre si, mas também de cidades que, para esse fim, podem ser consideradas a sociedade civil ou, se preferir, o quarto elemento da hélice quádrupla”, define Crocco. Segundo ele, assim, o conceito de Áreas de Inovação permite que muitos Parques Tecnológicos existentes reforcem sua relevância, tornando-se líderes fundamentais no desenvolvimento de um novo tipo de cidade ou na renovação de áreas degradadas de algumas cidades.
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