
O uso da motocicleta para locomoção é uma alternativa atrativa pela agilidade no tráfego, menor custo de manutenção e baixo consumo de combustível em relação aos veículos de quatro rodas. Todavia, de acordo com o banco de dados públicos do Sistema Único de Saúde (DataSUS), os motociclistas são as vítimas que mais morrem no trânsito em relação a ocupantes de carros e veículos pesados, pedestres e ciclistas.
Após sofrer um acidente de motocicleta, o engenheiro elétrico aposentado Ricardo Mohallem Rezeck começou a pensar sobre um novo recurso que poderia evitar outros incidentes. “Eu liguei a minha moto, o farol acendeu normalmente e em seguida eu peguei estrada. Durante o percurso, a lâmpada do farol queimou e fiquei totalmente no escuro. Naturalmente, perdi o controle da moto e caí em um barranco, próximo à estrada. A partir daí, pensei: eu sou engenheiro eletricista e preciso arranjar uma solução para isso!”.
Seguindo um processo longo e minucioso de experimentos e testes na oficina improvisada em sua casa e pesquisando outras patentes existentes referentes ao tema, Rezeck desenvolveu o “Circuito Destinado a Farol de Motocicleta para Comutação Automática de Emergência de Luz Alta para Luz Baixa e Vice-Versa com Sinalização Sonora”. Ele contou com o apoio da FAPEMIG para que a invenção tivesse patente concedida pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI).
Acende o farol
O engenheiro eletricista criou um sensor de corrente elétrica compacto e de baixo custo. Esse sensor é como um recurso de emergência: quando capta a baixa iluminação do farol, ele entra em ação substituindo a fonte elétrica defeituosa. Nesse sentido, o sensor impede que motociclistas corram riscos durante o tráfego noturno devido a problemas técnicos relacionados à iluminação do farol e à substituição de luz baixa para luz alta.
Sua instalação é simples e sua vida útil, maior que a da própria motocicleta. Rezeck conta que o circuito foi elaborado em aproximadamente seis meses. “Por incrível que pareça, é algo extremamente simples, do tamanho de um caixinha de fósforo”, diz. Ele explica que a invenção não se aplica a veículos de quatro rodas, como carros e caminhões. “Apesar de problemas relacionados a faróis de motocicletas serem muito comuns, ninguém havia criado algo parecido com o que eu criei”.
Mais segurança
Para Rezeck, o mais importante é a certeza de que sua invenção ajuda a salvar vidas. “Com esse recurso instalado na moto, as pessoas não sofrerão acidentes devido à falta de iluminação”. Ele também reforça a importância de encontrar parceiros para a comercialização da tecnologia. A expectativa é encontrar redes de apoio para que a divulgação de seu produto aconteça da melhor forma possível. “Seria interessante obter rendimentos econômicos com essa tecnologia, firmando parcerias com as montadoras de motocicletas e também com a FAPEMIG. Enquanto isso não acontece, eu prossigo criando coisas novas e aguardando a procura dos possíveis interessados”.
Essa solução está disponível na Vitrine Tecnológica. Para acessar, clique aqui.
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