Inovação
Publicado em 10 de mar. de 2025 · Atualizado em 10 de mar. de 2025 · Leitura: 0 min
por Diélen Borges / Dirco UFU

O grupo de pesquisa e extensão “Da Semente à Xícara”, da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Campus Patos de Minas, tem se consolidado, desde 2019, como um agente transformador na cafeicultura do Cerrado Mineiro, promovendo inovação, tecnologia e valorização da produção regional. 

O trabalho será apresentado como “Projeto Inspirador: Qualidade e inovação na cafeicultura”, no dia 13 de março, a partir das 14h, no Auditório do Bloco 5S do Campus Santa Mônica, em Uberlândia (MG), como parte da programação do evento de 40 anos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG).

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“Da Semente à Xícara” reúne professores, técnicos, pesquisadores e estudantes de diversas áreas, incluindo biotecnologia, engenharia de alimentos, ciência da computação e engenharia eletrônica e de telecomunicações. Essa diversidade de especializações permite uma abordagem interdisciplinar e integrada para aprimorar processos produtivos e agregar valor ao café.

Nos últimos anos, o grupo atendeu 10 cafeicultores da região, auxiliando na implementação de tecnologias avançadas como Internet das Coisas (IoT), sequenciamento de DNA, inteligência artificial e processos de pós-colheita baseados em fermentação controlada. Um dos focos principais é a análise sensorial e laboratorial dos grãos, correlacionando condições edafoclimáticas, sistemas de cultivo, processos fermentativos e qualidade final do café. Esse trabalho permite otimizar a produção e desenvolver perfis sensoriais diferenciados, tornando os cafés do Cerrado Mineiro ainda mais competitivos no mercado de cafés especiais.

O grupo vem aplicando Inteligência Artificial (IA) e Internet das Coisas (IoT) para monitorar a fermentação do café em tempo real, garantindo maior controle sobre variáveis ambientais e bioquímicas. Essas tecnologias possibilitam que os produtores tomem decisões mais precisas e baseadas em dados, melhorando a eficiência produtiva, a rastreabilidade e a redução de perdas na cadeia produtiva.

Outro pilar da atuação é a experimentação de novos protocolos de fermentação, incluindo o uso de starters biotecnológicos, controle de variáveis ambientais e diferentes tempos de fermentação. Esse trabalho tem impactado significativamente a qualidade sensorial do café, agregando valor ao produto e fortalecendo a identidade do Cerrado Mineiro como um dos principais polos de cafés especiais do Brasil.

Como resultado desse trabalho, surgiu o Café Porandu, uma iniciativa que busca dar visibilidade aos melhores cafés desenvolvidos com base em pesquisa e inovação, permitindo que os produtores alcancem mercados que, de outra forma, não teriam acesso. 

O Café Porandu valoriza os cafés especiais brasileiros e destaca o uso de tecnologia para aprimorar a qualidade do produto nacional. Além disso, representa um modelo de transferência de conhecimento científico para o setor produtivo, aproximando pesquisadores, produtores e consumidores. A marca Porandu se destaca como um selo de qualidade para cafés especiais, promovendo rastreamento da origem e transparência na cadeia produtiva, evidenciando os impactos positivos da pesquisa na lavoura e na pós-colheita.

Porandu tem fortalecido a presença dos cafés do Cerrado Mineiro em eventos nacionais e internacionais, conectando produtores a novos mercados e incentivando a adoção de práticas inovadoras. Esse modelo de valorização do café especial, aliado ao suporte técnico do grupo “Da Semente à Xícara”, tem gerado impactos positivos na renda dos produtores e no posicionamento da região no mercado global de cafés especiais.

Créditos da foto: Divulgação Café Porandu

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