Ciência
Publicado em 30 de abr. de 2019 · Atualizado em 30 de abr. de 2019 · Leitura: 0 min
por Luana Cruz - Minas Faz Ciência

Entender o ambiente natural onde vivemos, explorar a fisiologia das espécies e o uso que se pode fazer das plantas são algumas das missões da Botânica. Em Minas, Gerais, especialmente, a presença de biomas como o Cerrado, Caatinga, Mata Seca e Mata Atlântica instigam cientistas a discutir diversidade e uso da flora.  Conversamos com a professora Isla Azevedo, da Unimontes, para entender debates prioritários para essa área.

De acordo com cientista, os estudos em Minas – principalmente na Região Norte – partem para as pesquisas considerando cenário de desertificação, uma composição de paisagem semiárida e alvo de ações do homem que agravam o quadro modificação ambiental.

O Norte do estado faz parte das Áreas Susceptíveis à Desertificação e as perspectivas de alteração dos ambientes naturais, além da susceptibilidade às mudanças globais do clima, expõem a fragilidade da região, de seus ecossistemas e dos povos tradicionais associados.

Diante desse cenário, é importante a consolidação e divulgação de projetos e pesquisas que abordem os impactos e medidas de conservação e valorização da biodiversidade, bioprospecção e o conhecimento tradicional da utilização das plantas na região.

Descrição e aplicação

Há duas linhas essenciais de estudos em Botânica desenvolvidas por pesquisadores da Unimontes. O recém-criado Mestrado Acadêmico em Botânica Aplicada tem como objetivo formar e aperfeiçoar recursos humanos com capacidade de conhecer e utilizar a diversidade vegetal dos biomas presentes no estado.

Uma das linhas é de descrição e organização da flora em que se busca entender o contexto dos biomas, levantar espécies, além de coletar informações sobre reprodução, anatomia e fisiologia das plantas.  O segundo viés é de uso da flora com foco em extração de vegetais para controle de parasitos (ou ações antimicrobianas, larvicidas), aplicação para manejo e conservação da diversidade vegetal, bem como na restauração ambiental do semiárido.

A professora Isla Azevedo desenvolve pesquisas na área há mais de 10 anos. “Temos trabalhos de descrição da flora e ambientes de mata seca e na matar ciliar do Rio Pandeiros, importante afluente do São Francisco. Também são importantes nossos estudos com a descrição das veredas, muito importantes ao cerrado e relacionadas à questão da água. Há investigações sobre biologia reprodutiva, anatomia e fisiologia das plantas para entender como se adaptam ao ambiente de aridez”, detalha.

Outro estudo relevante é a “Bioprospecção de espécies-chave de Veredas”, coordenada pela professora Yula Roberta Ferreira Nunes e fomentada pela FAPEMIG. “Nessa pesquisa, destacamos duas espécies, o Buriti e o Xiriri. São palmeiras importantes que caracterizam o ambiente da região norte e são usadas pelos veredeiros, população tradicional do entorno. Estudamos a ocorrência de flor e fruto na espécie e a anatomia interna. Também avaliamos o potencial de uso contra parasitos. Elas foram testadas contra carrapatos com resultados muito bons”, explica a professora Isla Azevedo.

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