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Publicado em 10 de mai. de 2021 · Atualizado em 10 de mai. de 2021 · Leitura: 0 min
por Rede Mineira de Comunicação Científica

A comunicação científica é cada vez mais necessária diante do cenário em que o mundo se encontra, devido à pandemia da covid-19. Falar sobre ciência não é tarefa fácil e continua sendo um desafio para cientistas e comunicadores, principalmente diante de tantas possibilidades de acesso à informação. Em busca de promover discussões e troca de conhecimento e experiências, o Fala Ciência, curso de comunicação pública da ciência e tecnologia, promove sua nona edição no dia 27 de maio, em formato on-line.

O curso é uma iniciativa da Rede Mineira de Comunicação Científica (RMCC), da qual a FAPEMIG é membro. A programação deste ano conta com mesas de especialistas que vão falar sobre desinformação nas redes; algoritmos e seus impactos nos ambientes on-line; políticas institucionais de apoio à divulgação científica; museus virtuais e divulgação da ciência no Twitter. As inscrições devem ser feitas pelo Sympla (http://bit.ly/falaciencia2021), plataforma pela qual serão emitidos os certificados. A transmissão será pelo canal do Fala Ciência no YouTube.

Confira a programação completa:
9h às 9h30: Abertura
Marcus David (Reitor da Universidade Federal de Juiz de Fora – UFJF e vice-presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior – Andifes)
Amanda Thomaz Monteiro (Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri – UFVJM e membro do Comitê Coordenador da Rede Mineira de Comunicação Científica – RMCC)

9h30 – 11h: Como falar de ciência para públicos desconfiados e reduzir a desinformação
Debatedores: Viviane Alves (Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Minas Gerais – ICB/ UFMG) e Luciana Silva (Fundação Ezequiel Dias – Funed)
Mediador: Marcus Vinicius dos Santos (Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Minas Gerais – ICB/ UFMG e Rede Mineira de Comunicação Científica – RMCC).
Resumo: Alguns dados já tornam possível afirmar que a pandemia promoveu uma verdadeira corrida de cientistas e de organizações de ensino e pesquisa às redes sociais e à mídia tradicional, como forma de combater a desinformação sobre a Covid-19 e o coronavírus. Quais os desafios para falar de ciência para não cientistas? Divulgar é dever do cientista? Facilitar o entendimento para a população é um trabalho intelectual de reconstrução da retórica ou mera tradução? O que significa o “consenso científico”? E corrigir informações falsas? Entender do assunto é suficiente? E como lidar com as críticas que não trazem nenhum embasamento científico? Qual o papel dos profissionais das várias áreas de comunicação?

11h – 12h30:  Algoritmos, plataformas e seus impactos na comunicação da ciência em ambientes on-line
Debatedores:  Amanda Jurno (Pesquisadora dos grupos R-EST e GAIA), Carlos D’Andréa (Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG), Mila Laranjeira e Virgínia Mota (Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG e Canal Peixe Babel).
Mediadora: Vanessa Fagundes (Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais – Fapemig e Rede Mineira de Comunicação Científica – RMCC)
Resumo: A emergência de ferramentas on-line utilizadas para produção, edição e compartilhamento de informações e de mídias sociais que funcionam como locais de encontro e de sociabilidade representou um novo leque de possibilidades para a comunicação da ciência. Ao mesmo tempo, introduziu personagens que não só reconfiguram rotinas de profissionais e de instituições, mas também impõem uma nova lógica de audiência e de relevância. Como a mediação algorítmica e a plataformização da web impactam os processos de divulgação científica em ambiente on-line? Tal questão é o ponto de partida da mesa, que abordará estudos desenvolvidos sobre o tema e experiências práticas.

14h – 15h30: Políticas institucionais de apoio à Divulgação Científica
Debatedores: Natália Flores (Agência Bori e Labjor/Unicamp) e Marcelo Yamashita (Universidade Estadual Paulista – Unesp)
Mediadora: Ana Eliza Alvim (Universidade Federal de Lavras – Ufla)
Resumo: A interação entre os cientistas e o público não especializado é cheia de desafios. Uma questão essencial é o suporte que esses cientistas recebem, ou deveriam receber, das instituições às quais estão ligados, para que possam empreender projetos e programas de divulgação científica. O apoio institucional é importante para o engajamento da comunidade acadêmica na comunicação da ciência e pode estar materializado em políticas institucionais robustas, que respaldem e estimulem os pesquisadores para o diálogo com a sociedade, e os oriente em boas práticas. O que caracteriza hoje as instituições brasileiras de pesquisa quanto a políticas institucionais de divulgação da ciência? Quais são as maiores dificuldades? O que temos de exemplos de sucesso e de práticas a serem seguidas? Qual a percepção dos cientistas sobre esse apoio institucional? Do que precisamos para avançar? – essas e outras questões vão perpassar as discussões da mesa.

Mesas simultâneas: 15h30 – 17h
Acessibilidade Comunicacional: Museus Virtuais e Divulgação Científica
Debatedores: Camila Silveira (Universidade Federal do Paraná – UFPR) e Jéssica Norberto Rocha (Fundação Centro de Ciências e Educação Superior a Distância do Estado do Rio de Janeiro – Cecierj)
Mediador: Daniel Fernando Bovolenta Ovigli (Universidade Federal do Triângulo Mineiro – UFTM e Rede Mineira de Comunicação Científica – RMCC)
Resumo: Envolver diversos setores em um processo participativo auxilia instituições voltadas à cultura científica a tornarem seus espaços convidativos, abertos e inclusivos. Com foco na importância da acessibilidade comunicacional, a mesa trata de museus virtuais e divulgação científica. As debatedoras apresentarão as perspectivas relacionadas ao conceito de acessibilidade, bem como ideias e estratégias adotadas em experiências realizadas em espaços científico-culturais.

Divulgação Científica no Twitter: segue o fio
Debatedores: Luiza Caires (Jornal da Universidade de São Paulo – USP) e Hugo Fernandes (Universidade Estadual do Ceará – UECE)
Mediadora: Diélen Borges (Universidade Federal de Uberlândia – UFU)
Resumo: Falar sobre ciência no Twitter é estratégico. Com 186 milhões de usuários ativos em todo o mundo, o Twitter pode não ser a rede social mais popular, mas é onde acontece o debate entre influenciadores e tomadores de decisão: políticos, artistas, jornalistas e, cada vez mais, cientistas. Como aproveitar esse espaço, onde a informação se dissemina com mais rapidez e objetividade, para divulgar a ciência?

Serviço:
9º Fala Ciência
Data: 27/05/21
Horário: 9h às 17h
Transmissão:  bit.ly/canalfalaciencia
Inscrições pelo Sympla: http://bit.ly/falaciencia2021

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