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Publicado em 17 de abr. de 2019 · Atualizado em 17 de abr. de 2019 · Leitura: 0 min
por Tuany Alves

Foto: Raphaella Dias/UFMG


Ocorreu ontem (16) a inauguração oficial do Centro de Tecnologia em Nanomateriais e Grafeno da Universidade Federal de Minas Gerais (CTNano/UFMG). O evento apresentou a estrutura do complexo a autoridades políticas e representantes das instituições coordenadoras, parceiras e financiadoras do projeto, bem como a importantes atores do ecossistema de inovação do Estado. 

A construção da nova sede contou com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG). O presidente em exercício da Fundação, Paulo Beirão, lembrou, na abertura do evento, que o CTNano é um empreendimento antigo. Um projeto de quando os nanomateriais ainda estavam sendo descobertos. “Na época, não se tinha ideia da aplicação desses matérias, mas a FAPEMIG investiu para que o conhecimento fosse desenvolvido”, contou.

Também foi abordada, durante a reunião, a relevância do Centro no cenário da pesquisa, ciência e inovação em nanotecnologia não só mineira, mas nacional. De acordo com o professor Marcos Pimenta, coordenador geral do CTNano, com o novo espaço será possível construir maiores reatores para a produção de nanomateriais e grafeno. Além disso, irá possibilitar o aumento da escala de produção dos compósitos poliméricos, permitindo atender à demanda da indústria.

Além da FAPEMIG o Centro recebeu apoio de empresas e instituições como Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Petrobras, InterCement, Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Ao todo, o Centro já soma recursos captados na ordem de R$ 46 milhões.


CTNANO/UFMG

A nova “casa mineira” da nanotecnologia fica dentro do Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BH-TEC), na Região da Pampulha. A estrutura conta com 10 laboratórios e com equipamentos de última geração alocados em quatro pavimentos e mais de três mil metros quadrados.

Segundo o coordenador geral do Centro, Marcos Pimenta, em entrevista à Minas Faz Ciência, a sede vem para dar continuidade aos trabalhos feitos de forma pioneira há mais de 20 anos na UFMG.  O professor destacou que, no início, eram pesquisas de cunho acadêmico, mas com o passar dos anos, cientistas começaram a atender demandas do setor industrial interessado em tecnologias desenvolvidas pelos pesquisadores. 

Pimenta explicou que as pesquisas feitas na universidade cumprem a função ampla de geração de conhecimento. Já o CTNano foca em demandas específicas. “Temos projetos encomendados e definidos. São produtos, dispositivos e materiais que vamos desenvolver”, informou.

O CTNano já tem mais de 25 patentes depositadas. Uma delas é a produção de cimento nanoestruturado. A partir da mistura de nanotubos de carbono aos grãos do cimento, os pesquisadores criaram um produto muito resistente e barato.

Segundo o presidente em exercício da FAPEMIG, Paulo Beirão, esta aplicação é inovadora para o setor e causará impacto imediato. “Também existe um componente de pesquisa de novos materiais, principalmente plástico. Este estudo ainda está em uma etapa intermediária, mas seguramente o seu potencial é grande dado a natureza dos nanomateriais e o grafeno”, informou.  

Entenda o que melhora com a nanotecnologia e os nanomateriais na matéria do Minas Faz Ciência

Matéria com informações:

Minas Faz Ciência

Assessoria de Comunicação da Fundep

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