Inovação
Publicado em 24 de jun. de 2020 · Atualizado em 24 de jun. de 2020 · Leitura: 0 min
por Téo Scalioni

A Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (FAPEMIG) realizou nos dias 23 e 24 de junho o 1° Webinário Centelha/ MG.  O evento foi voltado para os aprovados do programa, bem como outros atores que ajudaram na difusão do projeto no Estado. O objetivo do webinário foi trazer um pouco do ecossistema de inovação (que inclui principalmente o universo das startups) com palestras, capacitação e esclarecimentos sobre temas relevantes também voltados a nova fase do programa como normas, diretrizes e prestação de contas,que a partir de agora farão parte do dia-a-dia das equipes que tiveram os projetos aprovados. Como além do aporte financeiro o Centelha também prevê capacitação para as equipes dos projetos aprovados, a intenção da FAPEMIG é realizar outras atividades voltadas para modelos de negócio e gestão, apoiando os proponentes com ajustes nos planos de trabalho, contratações, desenvolvimento do projeto e propriedade intelectual. O evento foi realizado de forma remota pela plataforma Microsoft Teams.        

O webinário foi aberto pelo presidente da FAPEMIG, professor Paulo Sérgio Beirão que deu as boas-vindas aos participantes, cumprimentou os aprovados no Centelha e falou sobre a capacidade inovadora e empreendedora das startups. De acordo com ele, as grandes organizações devido as dificuldades competitivas diárias, não possuem a cultura de realizarem inovações disruptivas em seus negócios, ficando com as startups esse papel de potenciais inovadores. Beirão reforçou a importância de programas como o Centelha que vai potencializar 15 ideias inovadoras que poderão se transformar em empresas e fazerem todo diferencial à sociedade. “O Centelha, com uma metodologia inovadora, foi considerado um sucesso com mais de 500 projetos inscritos. Agora, espero que os aprovados aproveitem as capacitações e mentorias e sejam muito bem-sucedidos em seus negócios”, desejou Beirão, reforçando a importante cooperação entre FAPEMIG e a Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) para a realização do Centelha. 

Após a fala de Beirão, o superintendente de área de pesquisa aplicada e desenvolvimento tecnológico da FINEP, Vitor Kappel, reiterou a importância dos aprovados em aproveitarem o momento, principalmente, por meio da promoção e multiplicação das interações que poderão ser realizadas devido a participação no programa e, consequentemente, alavancarem os negócios. “Mais importante do que os recursos financeiros, a marca Centelha sem dúvida, abre portas. Por isso, espero que os aprovados acumulem experiências para darem ainda saltos mais altos, pois trata-se de um caminho de profundo aprendizado”, explicou Vitor. Ele salientou que startups, empreendedores e todo o PIB intelectual de inovação são considerados organismos vivos que precisam ser fomentados, por isso, a importância de ficarem atentos em oportunidades como editais que sempre são lançados por instituições como a FINEP.  “Para ser ter uma ideia, não  é por acaso que o ministério já estuda para o ano que vem a chamada para o Centelha 2” , antecipou Vitor. 

O cliente como chave do negócio

Dando início as palestras, o diretor do instituto iCorps Brasil, Flávio Grynszpan, ministrou sobre o tema “Vencendo o Vale da Morte: como as startups devem agir?”. Flávio explicou as dificuldades das startups em ultrapassarem obstáculos para ganharem notoriedade no mercado. Segundo ele, primeiramente é necessário entender a definição de startups, que se tratam de organizações temporárias, projetadas para promoverem um modelo de negócio escalável, repetitivo e lucrativo. “Que nasce para ser global, com competitividade mundial para crescer e ganhar espaço no mercado ou ser comprado por alguém que precisa desse negócio”, explicou. Segundo ele, pela sua experiência, as startups necessitam escolher o tipo de mercado e fazerem parcerias estratégicas para crescerem.  No entanto, ele acredita que nada é mais importante do que o cliente, pois não adianta nada você ter um negócio super inovador, uma equipe boa, até mesmo dinheiro, se não tem quem vai se interessar pelo seu negócio. “O cliente é quem manda. Se não tem cliente, não tem negócio e ausência total de mercado”, observou Flávio.

Falar sobre o “Empreendedorismo Científico: Aproximação entre pesquisa e mercado”.  Esse foi tema discutido pela  Dra. Juliana Barbosa Saliba, da Biotechtown. Ela mostrou ser possível conectar a pesquisa ao mercado, inovando e gerando conhecimento para a sociedade. Juliana observou que alguns pesquisadores possuem dificuldades para alavancarem os negócios por motivos ligados a falta de experiência e de praticidade. Ela salienta que muitos pesquisadores têm receio de procurar empresas por diversos fatores como medo, por acharem não ser correto, por acreditarem que poderão perder a liberdade ou mesmo estarem fazendo algo ilegal não buscando conhecer a fundo as restrições e possibilidades. “Há aquela máxima de que ele não é da área de negócios, e sim da parte técnica”, contou.  Mas segundo ela, esse pensamento tem diminuído pois existem boas iniciativas que incentivam pesquisadores a aproximarem as pesquisa do mercado, como cursos de capacitação na área de negócios ou mesmo por meio das startups que surgem com equipes multidisciplinares. “Isso até facilita a entrada de investidores que colocam o dinheiro não apenas em projetos mas também nas equipes”, reforçou ela. 

Após a palestra de Juliana, Bernardo Annoni da Fundação do Desenvolvimento de Pesquisa (FUNDEP), finalizou o primeiro dia do webinar ministrando a palestra “O que os programas de aceleração normalmente buscam em uma startup?” No segundo dia,  Carlos Lopes de Oliveira Júnior da Fundep Participações S.A (FUNDEPAR) abriu a rodada falando sobre “Como os fundos de investimento escolhem as empresas nas quais investir?”. O tema gerou muito interesse e perguntas, principalmente dos empreendedores visando possíveis investimentos futuros. O terceiro tema apresentado no dia foi “Orientações importantes para abertura de negócios”, ministrados por  Evandro Carmo do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) juntamente com Antu Sérgio Lopes da Silva, contador da REDE INTEGRAR, que falou principalmente sobre as questões burocráticas relacionadas a abertura de empresa e sobre a importância de se ter um profissional como um contador para acompanhar o negócio desde os primeiros passos.

Em seguida a gerência de inovação da FAPEMIG, por meio da gerente de inovação, Cynthia Mendonça, e Célia Regina Loureiro, líder da equipe do programa Centelha apresentaram “Os compromissos assumidos pelos proponentes”. Para finalizar o webinário foi dada as “Orientações sobre Prestação de Contas” realizada pela Gerência de Monitoramento e Avaliação de Resultados FAPEMIG, por meio da gerente da área, Ingrid Lamounier Machado.

 

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