
O laboratório Hermes Pardini de Belo Horizonte realizou testes com drones para o transporte de amostras biológicas. O transporte não tripulado de exames tem como objetivo trazer um grande impacto para toda a cadeia de saúde, diminuindo o tempo, facilitando o deslocamento e otimizando recursos.
Antes de obter a autorização da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) para fazer o transporte, o laboratório realizou na última quinta-feira (11 de fevereiro), o segundo voo teste do projeto em parceria com a Speedbird Aero. Às 9h30 da manhã, a aeronave saiu da unidade Hermes Pardini do bairro Belvedere em direção ao Orizonti – Instituto Oncomed de Saúde e Longevidade. A rota aérea dura em torno de seis minutos enquanto de veículo terrestre, o tempo gasto varia de 20 a 30 minutos. Redução essa, crucial para atendimentos de emergências que pode salvar vidas.
De acordo com Fernando Ramos, diretor de negócios do Grupo Pardini, o serviço será implementado para otimizar a logística quando houver necessidade. A intenção é que a modalidade complemente os transportes tradicionais, e não substituí-los, além de contribuir para redução da emissão de CO2. “O projeto inovador é um marco para o setor de medicina diagnóstica no Brasil e garantirá agilidade no processamento de exames e entrega de resultados, afirma ele.
Em relação ao processo de autorização junto a ANAC para realização dos voos, Fernando explica que ele é conduzido pela Speedbird Aero, parceira no desenvolvimento da logística aérea não tripulada de amostras biológicas. Segundo ele, a startup possui as autorizações necessárias e o Certificado de Autorização de Voo Experimental (CAVE) da ANAC. “Agora, estamos trabalhando juntas na construção de manuais de operação e de manutenção para o transporte de amostras biológicas em um drone exclusivo do Pardini, que deve ser finalizado no prazo de dois a três meses”, acredita.
Com isso, após essa etapa, a Speedbird Aero poderá solicitar o registro da aeronave e a autorização de voo da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), bem como Vigilâncias Sanitárias Estaduais e Municipais. “A expectativa é que todo o processo seja concluído até o final deste ano”, espera Fernando.
Parceria no ar
A rede de laboratórios com 125 unidades espalhadas pelo país e outros quase seis mil laboratórios parceiros é parceira da Speedbird Aero no desenvolvimento da logística aérea não tripulada de amostras biológicas. Ambas empresas trabalham juntas na construção de manuais de operação para o transporte de amostras biológicas em um drone exclusivo do Pardini, um marco para o setor de medicina diagnóstica no Brasil que garante agilidade no processamento de exames e entrega de resultados.
A Speedbird é a primeira empresa do Brasil e América Latina a utilizar drones para o transporte aéreo de produtos e medicamentos com capacidade de até 8 kg. Desde janeiro de 2018, a Speedbird Aero vem desbravando o setor de delivery com aeronaves não tripuladas e já efetuou várias entregas em solo brasileiro.
Especialistas em diagnósticos
Aos 61 anos, o Grupo Pardini é um dos maiores no setor de Medicina Diagnóstica e Personalizada do Brasil. Além das 125 unidades próprias (75 em Minas Gerais, 5 em São Paulo, 13 no Rio de Janeiro e 30 em Goiânia), é referência no serviço de Apoio Laboratorial para mais de seis mil clientes (laboratórios e hospitais) localizados em duas mil cidades no Brasil. Toda essa estrutura permite oferecer mais de oito mil tipos de exames e a expertise nas áreas de análises clínicas, diagnóstico por imagem, genética molecular, testes oncológicos de alta complexidade, medicina nuclear, medicina personalizada e patologia cirúrgica.
A companhia tem investido constantemente na ampliação e especialização da sua capacidade técnica, produtiva e científica, com o propósito de democratizar o acesso aos exames mais complexos e promover bem-estar e saúde dos brasileiros. O Grupo é pioneiro na montagem de uma planta produtiva de automação laboratorial, inclusive para exames RT-PCR (metodologia padrão para o diagnóstico da Covid-19) com capacidade para 20 mil testes por dia.
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