Ciência
Publicado em 22 de jun. de 2018 · Atualizado em 22 de jun. de 2018 · Leitura: 0 min
por Assessoria de Comunicação da FAPEMIG

Um dos desafios da indústria da mineração é o aproveitamento dos resíduos, o que significa aumento da produtividade e redução dos riscos de desastres ambientais. Diante disso, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), em parceria com a Empresa Brasileira de Inovação e Pesquisa (Finep) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), direcionou investimentos da ordem de R$ 288 milhões, desde 2011, para projetos que trabalham com a valorização dos chamados “coprodutos” do setor de mineração.

Segundo o secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do MCTIC, Maximiliano Martinhão, o aproveitamento desses materiais é fundamental para garantir a eficiência dos processos produtivos. “A mineração é uma das atividades essenciais da economia, já que alimenta toda a indústria. No entanto, é um ramo que gera grande volume de resíduos, que é uma fonte de novos negócios e oportunidades. Os recursos minerais são patrimônio da União, e temos a obrigação de garantir o uso mais eficiente possível desses bens tão importantes”, destacou.

Grande parte dos projetos apoiados tem como foco terras-raras, um grupo de 17 elementos químicos que ocorrem nos mesmos minérios e apresentam propriedades físico-químicas semelhantes, que os tornam insumos insubstituíveis na produção de equipamentos com tecnologia de ponta. Entre esses elementos químicos estão o lantânio, o cério, o neodímio, o disprósio, o európio, o escândio e o ítrio.“Os ímãs feito a partir da combinação desses minerais estratégicos com outros elementos têm uma eficiência extraordinária em um tamanho muito pequeno, e é isso que possibilita que tenhamos aparelhos eletrônicos cada vez menores”, explicou Martinhão.

Os projetos buscam organizar e promover integralmente a cadeia produtiva de terras-raras no Brasil. Eles são apoiadas pelo MCTIC e desenvolvidos por universidades, institutos tecnológicos e fundações de ensino e pesquisa, em parceria com empresas do setor.

Aplicações

Embora utilizadas em pequenas quantidades, as terras-raras estão presentes na fabricação de grande parte dos insumos tecnológicos considerados essenciais atualmente. As aplicações vão desde a fabricação de smartphones e tablets, até a indústria petroquímica. “Sem esses minerais, ficaria impossível fracionar o petróleo para chegarmos à gasolina, ao diesel, ao gás de cozinha e outros produtos tão importantes”, exemplificou o analista de ciência e tecnologia Elzivir Guerra.

O Brasil já foi um grande produtor de terras-raras, porém, acabou deixando o negócio de lado quando a China, maior produtor mundial desses materiais, passou a vender os insumos a preços muito baixos no mercado internacional. Agora, com a alta dos preços dessa commodity e o endurecimento das regras comerciais, o país voltou a investir na produção de terras-raras.

LabFabITR

Do total de recursos investidos pelo MCTIC e parceiros, R$ 175,5 milhões estão sendo aplicados na construção do primeiro laboratório-fábrica de ligas e ímãs de terras-raras do Brasil, o LabFabITR. A unidade deve ser inaugurada ainda este ano, em Lagoa Santa (MG).


Segundo o coordenador-geral de Desenvolvimento e Inovação em Tecnologias Setoriais do MCTIC, Eduardo Soriano, o objetivo principal do laboratório será o desenvolvimento de novas composições para ligas magnéticas, processos produtivos, equipamentos e instrumentação, com foco na demanda de aplicações do mercado nacional. Aliado a isso, estão a capacitação de recursos humanos e a geração de soluções inovadoras para o setor. 

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