Ciência
Publicado em 29 de mar. de 2019 · Atualizado em 29 de mar. de 2019 · Leitura: 0 min
por Tuany Alves

Aconteceu na tarde da última quarta-feira (27) o encontro Ciência: O elemento X para meninas superpoderosas. O evento contou com a participação de duas pesquisadoras, com histórias diferentes, que buscaram por meio de suas trajetórias inspirar e incentivar vocações e carreiras científicas em meninas e mulheres. 

Fruto da parceria entre FAPEMIG, Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sedectes) por meio do Programa POP Ciência, e Museu Ponto UFMG, o encontro foi uma das ações desenvolvidas pelo grupo para estimular o debate sobre a ciência.

De acordo com Lucas Costa, coordenador de eventos da FAPEMIG, a instituição, assim como suas parceiras, visa criar momentos para falar sobre a importância da ciência e como ela está presente no dia a dia das pessoas. “O tema escolhido, em especial, é muito importante. Ainda é necessário termos uma maior representatividade feminina nas ciências”, informou. 

Geovana Maria do Carmo Santos, superintendente da Sedectes, lembrou que em retratos antigos de cursos como engenharia, ciência da computação e física era muito difícil encontrar uma mulher. “É assustador que ainda hoje isso aconteça”, destacou.

Para Tânia Margarida Lima Costa, coordenadora do Museu itinerante Ponto UFMG, o evento mostrou mulheres que estão tendo sucesso, apesar de todas as dificuldades. “É fundamental que as meninas vejam esses exemplos. Pessoas que as mostrem que se esse tema realmente as interessa, elas poderão fazer. De que tudo é possível!”, afirmou.

Ativando o elemento X

Kelly Cristina Martins Faêda é professora da universidade PUC Minas e trabalha com a física, já Laura da Silva Krueger é estudante de psicologia e desenvolve pesquisa desde seus 14 anos. Juntas as pesquisadoras mostraram, aos participantes, que a ciência é uma ferramenta poderosa e que as mulheres não só podem, como devem, estar nesse ambiente.

Segundo Krueger, a ciência não tem gênero, idade, cor ou espaço para acontecer. “Então você não é nova demais para fazer ciência. De onde você veio não importa se quer realmente fazer isso. Obviamente os caminhos são mais difíceis, mas quando se tem pessoas que te incentivam essa possibilidade é muito maior”.

Para Kelly Faêda três coisas são fundamentais para as meninas serem o que quiserem: determinação, persistência e pensamento positivo. “Ocupamos o espaço que quisermos, somos capazes de sermos o que quisermos. Só não podemos desistir e acreditar que vai dar certo”, ressaltou.  

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