Publicado em 20 de nov. de 2021

Setor(es) Econômico(s)

Biotecnologia

Problema

Atualmente, não existem medicamentos sistêmicos eficazes destinados ao tratamento da toxoplasmose cerebral, já que este órgão é protegido pela barreira hematoretiniana. Logo, as nanopartículas, administradas pela via intranasal, permitiriam a liberação da sulfametoxazol e trimetoprima, fármacos anti-Toxoplasma, pela via intranasal, que atingiria o sistema nervoso central, e ultrapassaria a barreira fisiológica cerebral.

Solução

Tratamento direcionado da toxoplasmose cerebral ultrapassando a barreira hematoencefálica, já que a via intranasal será a escolhida para administração das nanopartículas.

Benefícios

As nanopartículas constituídas de poli(caprolactona), revestidas com quitosana e incorporadas de sulfametoxazol e trimetoprima apresentam vantagens no que se refere aos parâmetros farmacotécnicos e farmacocinéticos: (1) estes sistemas permitem a liberação controlada e prolongada dos fármacos; (2) a encapsulação dos fármacos é possível por meio da técnica simples de nanoprecipitação; (3) os sistemas podem ser incorporados de outros fármacos, de diversas classes farmacológicas, que poderiam ser usados no tratamento de outras doenças localizadas no sistema nervoso central; (4) os sistemas protegem os fármacos da degradação enzimática; (5) a mucoadesividade das nanopartículas promove a permanência destes sistemas na cavidade nasal, reduzindo a rapidez da depuração mucociliar; (6) os sistemas aumentam a biodisponibilidade dos fármacos no sistema nervoso central. Tratam-se, portanto, de nanopartículas versáteis em termos terapêuticos. As nanopartículas constituídas de poli(caprolactona), revestidas com quitosana e incorporadas de sulfametoxazol e trimetoprima apresentam vantagens no que se refere aos benefícios aos pacientes: (1) os pacientes têm a grande probabilidade de não experimentarem efeitos colaterais sistêmicos, já que os fármacos atuarão diretamente no foco de ação; (2) os pacientes têm a grande probabilidade de não experimentarem o desequilíbrio da flora bacteriana no trato gastrointentinal, o que poderia ser extremamente grave em pacientes imunossuprimidos, devido às infecções oportunistas; (3) o revestimento com a quitosana possibilita a adesão das nanopartículas a cavidade nasal, por mucoadesividade, aumentando a biodisponibilidade dos fármacos no sistema nervoso central, o que reduz, consequentemente, o número de administrações da formulação; (4) um regime posológico que envolve menor número de administrações tende a aumentar a adesão do paciente à terapia.

Aplicações

Tratamento direcionado da toxoplasmose cerebral em seres humanos e animais pela administração intranasal.

Número do Processo no INPI

BR 10 2021 021145 8

Titular(es)

  • UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO - UFOP

Inventor(es), Autor(es) ou Melhorista(s)

  • Núcleo de Inovação Tecnológica da UFOP: nite@ufop.edu.br

Contato

Núcleo de Inovação Tecnológica da UFOP

nite@ufop.edu.br

Links úteis / Vídeos

Informações adicionais

Estágio inicial – realização dos testes físico-químicos laboratoriais.


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