Mulheres brasileiras que marcaram a história

Tuany Nathany - Minas Faz Ciência - 09-05-2019
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Foto: acervo FAPEMIG


Não é de hoje que as mulheres fazem história. De Marie Curie a Katie Bouman (uma das responsáveis pela foto do buraco negro) elas não param de contribuir para um mundo melhor. Porém, mulheres incríveis, muitas vezes mães, são apagadas da memória histórica. Pensando nisso, as estudantes do 3° ano do ensino médio da Fundação de Ensino de Contagem (Funec), Ana Raquel Maia, Júlia Braga, Maria Luiza Silva, Mikaele Duarte e Vitória Bispo, com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (FAPEMIG), resolveram resgatar a trajetória de brasileiras que mudaram sua época.

As biografias foram reunidas em um aplicativo, o “Pioneiras”. Segundo Júlia Braga, a ideia surgiu em 2017, por meio do seu professor de sociologia, e orientador do projeto, Frederico Alves e Adriana Mara Vasconcelos, coorientadora. “Não pensei duas vezes! Era a minha oportunidade de contribuir”, destaca a estudante.

Entretanto pairava sobre elas algumas dúvidas. “Como faríamos para que as pessoas se interessassem e como elas usariam?”, conta Mikaele Duarte. As meninas resolveram, então, contar a história desde o início. Montando, literalmente, uma árvore cronológica das mulheres e mostrando heroínas desde antes da colonização portuguesa até os dias atuais.

Para isso, o aplicativo foi divido em partes de árvore. A raiz traz mulheres do século XVI ao XVII (indígenas e escravas), o tronco aborda do século XVIII ao XIX, a copa fala sobre as mulheres dos dois últimos séculos e os frutos são o que se deseja para o futuro. O projeto já tem 15 biografias. Incluindo a mineira Carolina de Jesus, escritora negra descendente de escravos e mãe.

O aplicativo ainda não foi lançado e de acordo com Mikaele há um protótipo desenvolvido pela própria estudante Júlia que traz toda a essência do projeto. Entretanto já rendeu bons resultados para as jovens. No fim de 2018, o “Pioneiras” foi um dos ganhadores da UFMG Jovem, o que concedeu às meninas 3 bolsas de iniciação científica.

Germinando o conhecimento

Para além do aplicativo, o grupo também tem participado de rodas de conversas sobre a importância das mulheres na construção da história. Segundo Júlia, neste ano, elas já foram em uma conversação no grêmio estudantil do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet/MG). Além de serem convidadas por uma professora da Escola Olegário Maciel, em Belo Horizonte, para uma roda de conversa sobre mulheres.

Para quem gostou do assunto e quer saber mais, basta seguir o perfil do projeto no Instagram. Nele, é possível encontrar minibiografias, curiosidades, ficar sabendo dos eventos que o grupo está participando e sugerir perfis que não estão no aplicativo. Aproveite e faça uma homenagem à sua mãe, envie o nome ou a própria biografia da sua "pioneira". Quem sabe ela pode integrar o grupo das mulheres brasileiras que marcaram a história? “O projeto está em crescimento. A ideia é que todos colaborem para divulgar estas biografias”, finaliza Mikaele.