Potenciais aplicações tecnológicas de terras raras

Luiza Lages / Minas Faz Ciência - 04-12-2019
592

Foto: W. Meek/Georgia Tech

A Tabela Periódica agrupa 118 elementos químicos em diferentes famílias. Com a organização dos períodos da tabela, algumas linhas horizontais seriam muito extensas. Por isso, duas séries costumam ficar à parte. Uma dessas séries é a dos lantanídeos, que inclui os elementos 57 a 71, como o lantânio, o cério e o lucério. Esses 15 elementos, somados ao escândio e ao ítrio, são conhecidos como terras raras. São metais que ocorrem nos mesmos minérios e apresentam propriedade físico-químicas semelhantes.

É estimado que cerca de 97% dos terras raras estejam localizadas na Ásia, especialmente na China. Apesar de não serem exatamente raros, os minerais de terras raras são mais difíceis de minerar e de extrair em função das suas semelhanças químicas. É o que torna esses metais relativamente caros.

“Esses elementos apresentam uma pequena variação no raio atômico, que faz com que haja uma grande dificuldade na sua separação após a extração do ambiente”, explica Jefferson Luis Ferrari, professor da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Ele coordena o Laboratório de Materiais Fotoluminescentes, onde pesquisa a síntese de materiais desenvolvidos com terras raras, e que apresentem propriedades fotoluminescentes.

As propriedades dos terras raras são usadas para diversas aplicações tecnológicas. Por exemplo, na fabricação de celulares, televisores de tela plana, fibras óticas e discos rígidos (HDs) com alta capacidade de armazenamento. Jefferson Ferrari estuda o potencial da fotoluminescência de materiais de terras raras para o tratamento de câncer e a identificação de impressões digitais, entre outras linhas de aplicações.

Confira, no Ondas da Ciência (aqui)!

Texto publicado originalmente no site Minas Faz Ciência. Para ler outros textos ou ouvir mais Podcasts clique aqui