Automação que promove economia na irrigação

Téo Scalioni - 09-07-2021
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A tecnologia está cada vez mais presente no agronegócio ajudando o Brasil a se tornar um dos players do setor no mundo. As chamadas agrotechs, empresas de inovação do agro têm colaborado para deixar o país cada vez mais competitivo ajudando a diminuir custo, melhorando a produção (quantitativamente e qualitativamente), otimizando processos logísticos e contribuindo para um menor desperdício e proteção do meio ambiente. 

Um exemplo é a empresa de tecnologia Irritron, situada em Santa Rita do Sapucaí, no Sul de Minas, que desenvolve equipamentos para automação de sistemas de irrigação. Além de conter o desperdício de água, essa automatização possibilita a economia de até 40% no consumo de energia. A empresa, que hoje possui clientes por todo Brasil, participou  do Tecnova I, projeto de subvenção econômica que apoia o desenvolvimento de produtos (bens ou serviços) e/ou processos inovadores de empresas brasileiras. Em Minas Gerais é realizado pela Fapemig em parceria com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).    

Conforme explica o gerente executivo da Irritron, Antônio Carlos Valias, o projeto se trata de um controlador eletrônico para irrigação que se comunica com um inversor de frequência, alterando a rotação dos motores elétricos de um sistema de irrigação. Segundo ele, o sistema é, invariavelmente dividido em setores visando minimizar os custos de implantação e maximizar o tempo disponível. “ Essa variação de rotação dos motores permite imprimir em cada válvula de setor a pressão exata demandada por aquela válvula, sem excessos ou faltas”, garante. 

Em relação ao consumo de energia, ele acontece por conta dos motores de irrigação funcionarem em regimes menos forçado quando estão em operação, com as válvulas mais próximas e menos elevadas. Com isso, além da economia de água, consequentemente, há  menos consumo de energia. Antônio Carlos conta que o equipamento também possibilita diminuir o custos de implantação dos sistemas de irrigação. “Isso acontece pois racionalizando as pressões das válvulas, se permite o uso de tubos de pvc de classes menores, que custam menos”, afirma ele. 

Hoje a empresa trabalha em seu modelo de negócios a venda dos equipamentos por meio de distribuidores que atendem diretamente produtores rurais. Agora, pretende continuar desenvolvendo produtos inovadores, buscando, cada vez mais a consolidação no mercado, cujos concorrente são os americanos, israelenses, italianos e espanhóis. “Já está em fase final de desenvolvimento um inversor de frequência para uso exclusivamente agrícola, com custos menores do que disponíveis no mercado, com operações mais simples e que conversará com o nosso controlador”, orgulha se Antônio Carlos, reforçando que há a intenção de desenvolver um controlador com comando por celular, via tecnologia GSM.


Apoio fundamental 

A participação da Irritron na primeira edição do Tecnova possibilitou o desenvolvimento desse produto, inédito no Brasil e no mundo, o que gerou  o aumento significativo no faturamento da empresa. Com isso, a empresa pretende participar da nova edição do programa para buscar um desenvolvimento ainda maior. “Ficamos muito entusiasmados com o lançamento do Tecnova II e pretendemos participar. A Irritron cresceu muito em função de apoio da Fapemig, Finep e Sebrae, sempre empregando os recursos com muita responsabilidade”, lembra Antônio Carlos reiterando que esse crescimento e reconhecimento nacional seriam bem mais difícil sem os apoios financeiros recebidos.