Ferramenta ajuda pequenas e médias empresas no e-commerce

Téo Scalioni - 30-04-2020
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 Não há como negar que umas das principais mudanças relacionadas a pandemia do coronavírus é o crescimento do e-commerce. Muitas empresas, que antes não utilizavam essa modalidade de venda, por necessidade, começaram a usar para não ficarem completamente paradas. Já pessoas, que tinham certo receio de comprar online, também se viram obrigados a adquirir produtos e até mesmo serviços pela internet, e agora, perdendo o medo devem continuar a realizar esse tipo de compra mesmo quando a crise passar. 

De olho nesse filão de empresas que por conta da Covid-19 entraram no e-commerce, a startup mineira Bagy realiza um importante serviço ajudando, principalmente, pequenos e médios lojistas a criarem sua loja virtual pelo Instagram – independentemente do segmento.  A criação da loja leva apenas 15 minutos, integrando rapidamente com as imagens da rede social, o que facilita o cadastro de produtos e o gerenciamento da loja (controle de pedidos e estoques, geração de gráficos do número de visitas no site, criação de promoções e cupons de desconto). Além disso, também permite a integração com meios de pagamento como PagSeguro e WireCard, tudo em um aplicativo simples e intuitivo, disponível para Android e iOS.

De acordo com Pedro Rabelo, CEO do Bagy, um dos diferenciais da startup é a possibilidade do lojista integrar facilmente com o Instagram Shopping, o que permite a publicação de imagens de produtos com links para páginas de compra, com o objetivo de impulsionar as vendas no e-commerce. O botão otimiza o tempo do cliente e o induz a fechar a compra, tratando se de uma importante vantagem tendo em vista que normalmente o Instagram possui regras específicas para aceitar links que direcionam para outras páginas.

Outro ponto observado por Rabelo é que a startup não cobra nenhuma taxa sobre as transações, pois o seu modelo de negócio é realizado por meio de assinaturas de planos que podem ser mensal, trimestral ou anual. “Assinando os planos, o cliente também tem total integração do seu e-commerce com o Mercado Livre para anunciar os produtos no maior marketplace do Brasil, com gerenciamento do estoque, que permite vendas no piloto automático, sem se preocupar com logística”, destaca Rabelo, reforçando que para facilitar a logística, a startup permite ao e-commerce oferecer tanto o frete personalizado - o lojista pode especificar o valor por região, formas alternativas de entregas, como motoboy, carta registrada ou transportadora, dando flexibilidade ao vendedor para que ele nunca perca negócios - como a entrega via Correios.

Crescimento durante a pandemia 

Como era de se esperar, a startup teve um crescimento substancial durante a pandemia do coronavírus. Tanto que apenas em março, a Bagi registrou 1299 lojas virtuais, superando o pico de 2019 quando a ferramenta teve 150 novos clientes por único mês. Tanto que com esse aumento de março, a plataforma passou a contar com mais de quatro mil e-commerces no portfólio. Agora, a expectativa da empresa é chegar a dez mil clientes até o final do ano, faturando cerca de R$ 3,5 milhões - uma alta de 300% em relação a 2019. 

Segundo Rabelo, esse crescimento acelerou porque os pequenos e médios empreendedores estão buscando novas alternativas de vendas. Ainda mais com a maioria dos comércios considerados não essenciais de lojas físicas fechados. “E nesse cenário, o e-commerce e, particularmente, o Instagram, se consolidou como uma das principais conexões entre consumidores e marcas no mundo online” acredita o CEO, reforçando que os segmentos que mais têm crescido no e-commerce são o de moda e artesanatos.  

.Em 2019, o e-commerce brasileiro faturou R$ 81,3 bilhões, segundo levantamento da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) e, para este ano, a expectativa é chegar aos R$ 106 bi, valor que deve se elevar por conta do aumento de compras online devido à pandemia do coronavírus.