Mulher Faz Ciência: e-book gratuito ganha terceiro volume

Minas Faz Ciência - 11-02-2021
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“A ciência é uma carreira palpável e precisa das meninas, também.
Temos outras formas de solucionar problemas e de decidir quais são as prioridades. Imagine quantas meninas poderiam ter resolvido problemas que os meninos não solucionaram, até mesmo porque eles pensaram que não eram importantes.
Esta é a relevância da mulher na ciência”.

Duilia de Mello, personagem do e-book Mulher Faz Ciência


O projeto Minas Faz Ciência, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG), lança o terceiro volume do e-book Mulher faz Ciência, com perfis de dez pesquisadoras brasileiras. A iniciativa, lançada hoje, marca as celebrações pelo Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, comemorado em 11 de fevereiro desde 2015, quando a data foi instituída pela Organização das Nações Unidas.

O objetivo da publicação, disponível para download gratuito, é inspirar jovens mulheres, despertar o interesse delas para a carreira científica e valorizar o trabalho de cientistas do sexo feminino. A proposta é apresentar profissionais atuantes em diferentes áreas, que também representem as mulheres em sua diversidade.

Neste volume, produzido ao longo do segundo semestre de 2020, estão nomes de pesquisadoras com importante atuação no combate à pandemia da covid-19 no Brasil: a biomédica Jaqueline Goes de Jesus, uma das responsáveis pelo sequenciamento do genoma do novo coronavírus em tempo recorde; a presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Nísia Trindade Lima, primeira mulher a ocupar o cargo na instituição em quase 120 anos; e as professoras do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Minas Gerais (ICB-UFMG) Santuza Teixeira e Vivian Vasconcelos Costa.

Também são retratadas a diretora executiva do Centro Tecnológico de Desenvolvimento Regional de Viçosa (Centev), Adriana Ferreira de Faria; a professora do curso de Letras do Cefet-MG Ana Elisa Ribeiro, escritora indicada ao Prêmio Jabuti em 2020; a astrônoma Duilia de Mello, vice-reitora da Universidade Católica da América, em Washington (EUA); a paleontóloga Luciana Carvalho, uma das coordenadoras do resgate do acervo atingido pelo incêndio do Museu Nacional, no Rio de Janeiro; a professora da Faculdade de Letras da UFMG Michelle Murta, primeira surda efetivada como docente na Universidade; e a física Zélia Maria da Costa Ludwig, uma das coordenadoras do Centro de Pesquisa de Materiais da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), também engajada em iniciativas para a redução das desigualdades nas ciências.

O presidente da FAPEMIG, Paulo Sérgio Lacerda Beirão, destaca a relevância de publicações com essa temática. "A História mostra que a nossa sociedade tem dado poucas oportunidades às mulheres nas atividades de pesquisa. Por outro lado, a mesma História mostra que, mesmo assim, elas deram inúmeras e muito importantes contribuições ao desenvolvimento científico, e que nada justifica a discriminação. Isso indica o quanto estamos prejudicando a própria sociedade ao limitar essas oportunidades". Ele destaca que a FAPEMIG está atenta e se orgulha de não criar esses obstáculos: em um levantamento dos beneficiários da Fundação nos últimos 11 anos, a participação feminina tem sido muito significativa (47,6% dos beneficiados com projetos contratados), e crescente.

FICHA TÉCNICA
Mulher faz ciência – volume 3
48 páginas
Disponível no site: http://minasfazciencia.com.br/mulher-faz-ciencia-3/
Produção e redação: Alessandra Ribeiro
Projeto gráfico: Camila Aringhieri