“Cânions urbanos” intensificam poluição sonora, revela pesquisa apoiada pela FAPEMIG

Júlia Rodrigues - 03-05-2022
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Para a Organização Mundial de Saúde (OMS), a poluição sonora é o 3° problema ambiental que afeta o maior número de pessoas no mundo. A exposição por mais de 8 horas a níveis acima de 80 dB(A) causam reações fisiológicas como dores de ouvido, aumento do estresse, problemas cardiovasculares, fadiga e distúrbios psíquicos. 

Em sua dissertação de mestrado nomeada “Metodologia de caracterização e análise da poluição sonora para fins de planejamento urbano”, o pesquisador Lucas Saliba Santos, orientado por Ana Clara Mourão Moura, busca elencar os fenômenos que contribuem para o agravamento ou diminuição da poluição sonora da capital mineira. Seu objetivo também é conscientizar para o impacto dos ruídos na saúde da população e promover a importância do planejamento acústico nos grandes centros urbanos.

O pesquisador mapeou a paisagem sonora da região delimitada pela Avenida do Contorno por meio de dados de tráfego disponibilizados pela Prefeitura de Belo Horizonte. A dissertação, defendida em 2020, foi realizada no âmbito da Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) para a obtenção do título de Mestre em Geografia – Geotecnologias e Geografia Aplicada.  

O tráfego é um dos principais fatores de contribuição para o agravamento da poluição sonora nas áreas urbanas. Para além disso, o pesquisador também concluiu que a presença de prédios muito altos nos dois lados da rua, os chamados “Cânions urbanos” são fatores estressantes, pois estas estruturas impedem a dissipação do som que acaba reverberando e tornando-se mais intenso. 

Confira o episódio completo no podcast Aqui tem Ciência produzido pela Rádio UFMG Educativa. 


Com informações da Rádio UFMG Educativa.