A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG) sediou, nesta quarta (4), o Workshop Chamada Demanda Universal 01/2025 – Faixa C. O encontro teve como objetivo promover um espaço de diálogo, esclarecimento de dúvidas e orientações gerais sobre a chamada, além de aproximar a FAPEMIG da comunidade científica jovem mineira.
Durante o workshop, pesquisadores contemplados tiveram a oportunidade de apresentar brevemente seus projetos, compartilhando objetivos, metodologias e impactos esperados. Participaram do evento pesquisadores de diversas instituições de ensino e pesquisa do Estado, além de pró-reitores de pesquisa e a equipe da FAPEMIG que acompanhará os projetos ao longo de sua execução.

Um dos pontos centrais debatidos no workshop foi a distribuição dos recursos de fomento. Carlos Alberto Arruda de Oliveira, presidente da FAPEMIG, destacou que, historicamente, os projetos com maior volume de recursos tendiam a ser liderados por pesquisadores em estágios mais avançados da carreira, enquanto pesquisadores mais jovens, em geral, recebiam valores significativamente menores. “A nossa intenção, com a criação da faixa C dentro da chamada Demanda Universal, é valorizar o pesquisador jovem para que ele possa desenvolver conhecimentos relevantes cientificamente e de impacto”, afirmou.
A gerente de Ciência e Tecnologia da FAPEMIG, Simone Bomtempo Rodrigues, ressaltou que o workshop teve como principal objetivo fortalecer a comunicação entre a Fundação e os pesquisadores. “Nosso objetivo é promover esse espaço de conhecimento, de esclarecimento de dúvidas e de aproximação da FAPEMIG com os pesquisadores”, explicou.
Impacto social
Osania Emerenciano Ferreira, da Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg), está entre os pesquisadores que participaram do evento. Para ela, o apoio da FAPEMIG é fundamental, especialmente para pesquisadores em início de carreira. “Essa aproximação nos ajudou a avançar nas pesquisas e, com esse aporte financeiro, conseguimos ampliar a estrutura, dar mais visibilidade ao projeto e melhorar a qualidade dos experimentos”, destacou.
Sua pesquisa contemplada na chamada Universal investiga o uso do biocarvão como ferramenta para a conservação do solo, mitigação da erosão hídrica e fortalecimento da atividade microbiana na produção sustentável de cana-de-açúcar.
De acordo com a pesquisadora, o estudo busca reduzir a erosão hídrica em áreas de canavial por meio da aplicação do biocarvão, um material carbonáceo oriundo da pirólise da biomassa. “O biocarvão tem como característica melhorar a microbiota e a estrutura física do solo”, explicou. Além disso, a pesquisa também pretende validar o uso do biocarvão como uma tecnologia promissora para o controle da erosão em áreas de cerrado.
Osania destacou, ainda, a relevância do estudo em nível nacional e internacional. “Esse é o maior experimento hoje no Brasil com biocarvão, principalmente em cana-de-açúcar, e um dos maiores do mundo. Além disso, é pioneiro na avaliação do uso desse material em solos tropicais”, afirmou.

Oportunidade aberta
Pesquisadores jovens continuaram com uma faixa de financiamento especial na chamada Demanda Universal deste ano. Lançada no fim de janeiro, a chamada já está recebendo propostas, que vão concorrer a um total de R$105 milhões – maior valor já destinado pela FAPEMIG a essa chamada. Os detalhes da chamada, incluindo informações sobre como submeter uma proposta de pesquisa, estão disponíveis aqui.
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