Inova Minas
Publicado em 20 de abr. de 2020 · Atualizado em 20 de abr. de 2020 · Leitura: 0 min
por Téo Scalioni

Momentos difíceis também podem ser encarados como oportunidade. A CityWorking, startup de Belo Horizonte que se especializou em unir pontas e estreitar parcerias, observa agora, em tempos de coronavírus, oportunidades para realizar ainda mais negócios. Para isso, vem buscando com parceiros, nacionais e internacionais, produtos que podem ser usados no combate à Covid-19.

Criada pelo estrategista de conexões e articulador de negócios Alexandre Lima, a empresa segue o modelo de gestão de empresas inovadoras. Um novo negócio que verifica as oportunidades independentemente do segmento. São as chamadas “Plataformas”, organizações que viabilizam interações gerando contato entre usuários, facilitando a troca de bens, serviços ou mesmo moedas sociais.

Conforme explica o fundador da CityWorking, esse modelo de negócio é baseado no livro, “A Plataforma – A revolução da estratégia”, dos pesquisadores do Massachusetts Institute of Technology (MIT) Geoffrey Parker e Marshall Alstyne, e do consultor Sangeet Choudary. O ponto chave do livro é mostrar que existe, sim, valor que pode ser monetizado decorrente as relações e conexões que são realizadas. “Esse é o negócio da CityWorking, uma organização de conexões nacional e internacional, gerando negócios para empresas, governos e comunidades, visando o crescimento e superação da alta competitividade do mercado”, explica Lima.

Como funciona?

O funcionamento é simples. Por meio de um parceiro, a Cityworking se conecta com um comprador de café artesanal direto dos Estados Unidos. A partir daí, ela busca produtores de café no Brasil, colocando-os em contato com esse possível cliente americano. A diferença é que essa relação comercial pode acontecer com o café, com a cachaça, com roupas, produtos, uma solução tecnológica, ou mesmo para uma prestação de serviço como designer ou jornalista.

A simples indicação passa a ter um reconhecimento por meio da comissão. “Trata-se do nosso negócio, geramos oportunidades baseados em nossos relacionamentos e monetizamos apenas por meio do sucesso das conexões efetivamente fechadas”, garante Lima, observando que em cada caso esse valor da comissão é negociada.

E agora, com vários produtos chegando à escassez por conta do coronavírus, principalmente relacionados à saúde como Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), a empresa trabalha para poder conectar pessoas e realizar negócios. “Temos focado, principalmente, na produção e conexões ligadas ao comércio exterior para compra de material de países como China e Argentina”, diz o empreendedor. No entanto, a empresa também tem observado oportunidades dentro do Brasil, tanto para a venda interna quanto para fora, como o caso de uma empresa nacional de macacões médicos.

No entanto, Lima observa que, por se tratar de um momento delicado, é preciso filtrar ao máximo os possíveis negócios para que se tornem reais, pois trata-se de um período de muita especulação. Tanto que a Cityworking tem analisado vários negócios que têm chegados a eles, inclusive a patente de um respirador portátil desenvolvido por pesquisadores paulistas e que já estão inclusive em contato com o Governo Federal.

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