Ciência
Publicado em 28 de nov. de 2023 · Atualizado em 28 de nov. de 2023 · Leitura: 0 min
por Vivian Teixeira

Nos dias 27 e 28 de novembro, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG) sediou o III Seminário de Avaliação dos Projeto da Chamada 10/2018 – Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação para Monitoramento da Biodiversidade de Ambientes Aquáticos de Minas Gerais em Áreas Impactadas pelo Rompimento da Barragem de Fundão- Mariana/MG.  

Participaram do evento representantes da Fundação Renova, da Câmara Técnica de Conservação e Biodiversidade (CTBio) e do Instituto Estadual de Florestas (IEF), além de equipes da FAPEMIG. Para o Diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fundação, Marcelo Gomes Speziali, eventos como esse são sempre muito importantes. “Além de ser um momento em que os pesquisadores prestam contas aos parceiros envolvidos no projeto, é uma prestação de contas para a sociedade de forma geral, que é quem financia por meio do pagamento de impostos o fomento à ciência no Estado”, avaliou.  

Laila Medeiros, coordenadora de Programas Socioambientais para Proteção e Monitoramento da Biodiversidade da Renova, agradeceu a presença de todos nesse que foi o primeiro seminário presencial da série. “Entendemos que a fundação Renova tem um papel coadjuvante neste encontro, pois todo o processo está sendo conduzido de forma muito cuidadosa pelo IEF e outros órgãos técnicos, de forma que seja possível fazer chegar à população um resultado que permita a recuperação dos organismos aquáticos impactados”, afirmou. Já Leandro Guimarães, representante do IEF, disse que, para esse trabalho, foram reunidos os melhores especialistas para desenvolver o melhor desenho dos processos. “Com todo esse trabalho, pretendemos conseguir identificar gargalos e chegar a algumas respostas que possam contribuir para a reparação”, disse. 

Frederico Martins, do CTBio, contou que a rotina do órgão é acompanhar as entregas do processo reparatório em decorrência do rompimento da barragem de Mariana e por isso todos esperam ter respostas. “A questão é que, muitas vezes, a sociedade cobra uma resposta rápida dos pesquisadores, mas as respostas são mais lentas e complexas. Se há um consenso sobre esse rompimento é que ninguém estava preparado para ele e, por isso, nós precisamos usar o conhecimento para apontar caminhos que levem à reparação”. 

Dois pesquisadores – Luiz Drude de Lacerda, da Universidade Federal do Ceará, e Rosana Mazzoni Buchas, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro – participaram como avaliadores dos seis projetos aprovados na Chamada. Os coordenadores responsáveis pelos estudos apresentaram os resultados parciais em 40 minutos e responderam às dúvidas dos avaliadores e dos presentes.  

Sobre a Chamada

A Chamada foi publicada em novembro de 2018 e seu objetivo foi selecionar e financiar projetos aplicados em Minas Gerais para gerar conhecimento que possibilite a identificação, mensuração e acompanhamento dos impactos ambientais provocados pelo rompimento da barragem de Fundão.  Os projetos precisavam se enquadrar em seis áreas temáticas: Processos Biogeoquímicos,  Dinâmica do Sedimento e Hidrogeomorfologia, Biota Aquática – Estrutura do Habitat, Biota Aquática – Comunidades, Populações e Bioinvasão, Ecotoxidade e Matas ciliares.  À época, a Fundação recebeu de 25 projetos para análise, dos quais seis foram aprovados. 

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