Institucional
Publicado em 01 de out. de 2024 · Atualizado em 01 de out. de 2024 · Leitura: 0 min
por Assessoria de Comunicação Social

O físico Luiz Gustavo Cançado assume o cargo com propostas para melhorar infraestrutura de pesquisa, aumentar o financiamento para projetos inovadores e estabelecer parcerias estratégicas

Nesta terça-feira (1), Luiz Gustavo de Oliveira Lopes Cançado tomou posse como novo diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação (DCTI) da FAPEMIG. 


Créditos: Bárbara Teixeira/FAPEMIG

Professor do Departamento de Física da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), onde desenvolve trabalhos de ponta na área de nanociência, especificamente com a caracterização de materiais, Cançado foi membro do Comitê de Assessoramento do CNPq em Física e Astronomia e o coordenador adjunto de programas profissionais na Capes na mesma área. É membro afiliado da Academia Brasileira de Ciências e, recentemente, recebeu o Prêmio Peter Muranyi 2024 em Ciência e Tecnologia.

Nesta entrevista, o novo diretor da FAPEMIG fala sobre suas expectativas e planos, que incluem fortalecer as áreas STEM em Minas Gerais e estreitar os laços entre a academia e a indústria.

Quais são as suas expectativas em relação à FAPEMIG? Existem áreas ou temas que o senhor pretende priorizar durante sua gestão?
Estou extremamente entusiasmado por integrar a FAPEMIG num momento em que a fundação goza de excelente saúde financeira e organizacional. A diligência do governo de Minas Gerais em cumprir seus compromissos de repasses financeiros tem sido fundamental para nossa estabilidade. Contamos com uma equipe de profissionais experientes e motivados, prontos para grandes realizações. Este cenário promissor reforça minhas expectativas de contribuir para o avanço da pesquisa e inovação no Estado.

Assim como o restante do Brasil, Minas Gerais enfrenta desafios críticos decorrentes do desenvolvimento insuficiente das áreas de STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática), que afetam sua competitividade e capacidade de inovação. Esta limitação se reflete na produtividade industrial e na dificuldade de gerar valor agregado em áreas estratégicas como agricultura, biotecnologia, materiais avançados, mineração e setor energético. Como diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da FAPEMIG, estou comprometido em fortalecer significativamente as áreas de STEM em Minas Gerais. Nossa abordagem será focada em implementar políticas e programas que promovam não apenas a educação e a pesquisa em STEM, mas também a integração destas com as necessidades da indústria e a economia do Estado. Vamos trabalhar para melhorar a infraestrutura de pesquisa, aumentar o financiamento para projetos inovadores e estabelecer parcerias estratégicas entre universidades, institutos de pesquisa e o setor privado.

De que maneira sua experiência como pesquisador e empreendedor pode contribuir para o crescimento da FAPEMIG e para o fortalecimento do ecossistema de inovação em Minas Gerais?
Possuo um perfil acadêmico versátil, abrangendo desde a ciência básica até aplicações práticas. Minha carreira é marcada por publicações e orientações em temas fundamentais, além de contribuições em áreas aplicadas, incluindo a criação de startups, elaboração de patentes e desenvolvimento de protótipos que resultaram em transferência de tecnologia. Além disso, colaboro ativamente com a ABNT na revisão, tradução e elaboração de normas técnicas, especialmente em nanotecnologia. Essas experiências me proporcionaram uma compreensão abrangente do ecossistema de pesquisa e inovação, o que considero ter sido fundamental para minha nomeação para o cargo.

Minha experiência como pesquisador mostrou-me que a ciência básica pode ser aplicada de maneira prática, e que novos temas de pesquisa frequentemente surgem de atividades aplicadas. Este processo cria um ciclo virtuoso que é tanto estimulante quanto gratificante. Portanto, um dos meus principais objetivos como diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da FAPEMIG é aprimorar a comunicação entre a academia e o setor industrial. Acredito que estabelecer canais de diálogo eficientes e mecanismos de colaboração entre esses setores é essencial para converter conhecimento científico em inovações práticas que beneficiem a sociedade. Essa integração não apenas fortalece a pesquisa aplicada, mas também expande as oportunidades de financiamento e a aplicação prática das descobertas científicas. Ao fomentar essa sinergia, espero contribuir para um ambiente onde a academia e a indústria não só coexistam, mas também se beneficiem mutuamente, ampliando as oportunidades de desenvolvimento tanto intelectual quanto social. Importante ressaltar que essa estratégia não reduz o apoio à ciência básica; pelo contrário, visa expandir as perspectivas, promovendo a geração de conhecimento e riqueza de forma sustentável.

Na sua visão, quais são os pontos fortes da FAPEMIG? Como o senhor pretende trabalhar esses aspectos para que a Fundação desempenhe um papel ainda mais relevante no desenvolvimento científico e tecnológico do Estado?
A FAPEMIG está em um momento de robustez financeira e maturidade institucional, o que nos coloca em uma posição privilegiada para sustentar e ampliar nosso impacto. É essencial que continuemos a trabalhar para manter essa estabilidade e para demonstrar à sociedade os benefícios tangíveis de uma política de ciência e inovação contemporânea e focada no enriquecimento e bem-estar social. Minas Gerais é rica em recursos naturais e possui uma base sólida de conhecimento e inovação. Nossa missão na FAPEMIG é integrar essas forças, promovendo um crescimento que não apenas coloque nosso Estado em destaque, mas que também seja moderno, eficiente e sustentável. Esta abordagem não só valoriza as capacidades locais, mas também assegura que o desenvolvimento seja inclusivo e abrangente, beneficiando toda a sociedade mineira.

Coordenação das atividades de fomento
A diretoria de Ciência, Tecnologia e Inovação (DCTI) tem como competência formular e coordenar as atividades de fomento, concessão de bolsas de ensino e pesquisa, apoio e incentivo à pesquisa e à inovação científica e tecnológica e de gestão da propriedade intelectual. De acordo com o organograma da Fundação, estão subordinados à DCTI três gerências e sete departamentos, além de uma assessoria técnica de ciência e inovação.

Também respondem à DCTI as Câmaras de Avaliação de Projetos, compostas por pesquisadores de reconhecida competência em seus campos de atuação. As Câmaras são responsáveis pela análise, classificação e recomendação das propostas submetidas à FAPEMIG por meio de chamadas públicas. Atualmente, a Fundação mantém 11 Câmaras, divididas por área do conhecimento.

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