Ciência
Publicado em 25 de mar. de 2026 · Atualizado em 25 de mar. de 2026 · Leitura: 3 min
por ACS FAPEMIG /ASCOM SEDE

Gerar conhecimento e oferecer tratamentos e aconselhamento à população é o trabalho do Centro Multiusuário de Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) do Centro-Oeste, no campus Divinópolis da Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg)

Ao todo, mais de R$ 5,4 milhões já foram destinados às atividades do Centro pelo Governo de Minas, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG), entidade vinculada à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede-MG).

Além de gerar produção científica sobre as doenças, o espaço também oferece à população local controle e tratamento para as DCNT, tais como diabetes e hipertensão arterial, e está desenvolvendo um estudo abrangente sobre a saúde das pessoas com obesidade.

O presidente da Fapemig, Carlos Arruda, destaca a importância desse trabalho. “Os estudos desenvolvidos cumprem papel relevante e a FAPEMIG fica honrada em participar desta história por meio do financiamento para compra equipamentos, concessão de bolsas, entre outros, que, a longo prazo, garantem a continuidade de todo o esforço de pesquisa”, afirma.

“Investimentos como esses impulsionam a produção científica, o empreendedorismo de base tecnológica e a qualificação de mão de obra no estado”, ressalta a superintendente de Pesquisa e Tecnologia da Sede-MG, Ana Carolina Lima Ferreira.

Em busca de marcadores genéticos

As DCNT são a principal causa de morte e incapacidade no mundo. Entre elas, existem cinco principais grupos: doenças cardiovasculares e respiratórias crônicas, câncer, diabetes e condições mentais/neurológicas. 

Segundo o Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) do Ministério da Saúde, entre 2006 e 2024, o número de adultos brasileiros com hipertensão aumentou 31%, enquanto os casos de obesidade cresceram 118%. 

Uma das pesquisas mais recentes do Centro Multiusuário da Uemg tem como foco, justamente, a obesidade. Com investimento de R$ 1,6 milhão da FAPEMIG, a equipe está investigando como mudanças genéticas influenciadas pelo ambiente e características individuais ajudam a explicar o surgimento de doenças metabólicas. 

Laboratório de Fisiologia do Exercício Experimental do Centro Multiusuários Créditos: Isabella Marques/ Uemg Divinópolis

A coordenadora da pesquisa é a especialista em fisiologia do exercício e da saúde Camila Brandão, que observa que as causas da obesidade são multifatoriais, combinando elementos genéticos aos aspectos socioambientais, como alimentação inadequada e baixa atividade física, inclusive farmacológicas. Por isso, os participantes da pesquisa serão avaliados em aspectos clínicos, físicos, epigenéticos e até da qualidade do sono.

“A ideia é traçar o perfil clínico dessa população e, a partir dessa medida, pensar proposições de análises mais específicas e auxílio de tratamento para essas populações”, explica Camila Brandão.

A empresária do ramo da odontologia, Michele Gonçalves, participou como voluntária das pesquisas. Ela conta que a inclusão do exercício físico em sua rotina, somada aos benefícios do acompanhamento de especialistas da área da educação física e nutrição, resultou em mais qualidade de vida. “Passei a entender que o exercício físico não era uma opção e, sim, uma necessidade”, conta Gonçalves.

Centro de Referência Regional

Criado em 2024, o Centro Multiusuário de Doenças Crônicas Não Transmissíveis da Uemg é constituído por seis laboratórios que trabalham de forma descentralizada, cooperativa e interdisciplinar, envolvendo temas que vão desde análises genéticas e exercícios físicos até estudos de psicologia do sono.

O Centro foi aprovado em uma chamada da FAPEMIG de 2023 e os R$ 3,8 milhões em financiamentos foram, segundo a coordenadora da pesquisa, fundamentais para sua estruturação e aquisição de equipamentos para os projetos. “Quando trabalhamos com a prevenção dessas doenças crônicas, conseguimos reduzir o gasto de saúde pública, pois o tratamento de uma doença crônica, a longo prazo, é elevado”, pontua Camila Brandão

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