Inovação
Publicado em 21 de fev. de 2025 · Atualizado em 21 de fev. de 2025 · Leitura: 0 min
por Bárbara Melo e Mariana Aroni

Com investimentos da Sede-MG e Fapemig, Kely Correa trabalha em duas vertentes que integram academia, a indústria e a sociedade


Créditos: Marcelo Ribeiro/Epamig ILCT

Os resultados de uma pesquisa dependem de vários fatores e um deles é o apoio financeiro contínuo. “Toda a minha trajetória foi acompanhada por incentivos do Governo de Minas, o que me motivou muito e me deu muitas oportunidades de desenvolver pesquisas”, conta Kely Correa, pesquisadora do Instituto de Laticínios Cândido Tostes (ILCT), da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig).

A pesquisadora é um exemplo de como o apoio à formação de recursos humanos é essencial para o desenvolvimento de pesquisas científicas. Por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede-MG) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), Kely foi contemplada com bolsas de iniciação científica, mestrado e doutorado, o que não só permitiu sua formação para a carreira científica, mas também possibilitou o desenvolvimento de pesquisas que contribuem e integram a academia, a indústria e a sociedade.

Continuidade e constância

Para Kely, as oportunidades proporcionadas por editais de fomento garantiram a possibilidade de continuar sua pesquisa. “Atualmente, no ILCT, eu tenho desenvolvido algumas vertentes de pesquisa. Uma é a continuação no meu mestrado e doutorado, onde tenho a oportunidade de trabalhar com processamento de leite humano. A outra vertente é na área de qualidade do leite bovino”, conta.

A pesquisa sobre aleitamento materno foi aprovada na Chamada Demanda Universal, da Fapemig. “O projeto busca desenvolver um homogeneizador voltado para o banco de leite humano”, conta a pesquisadora. Homogeneizadores são equipamentos essenciais na indústria de laticínios para manter a qualidade e o sabor do leite por mais tempo.

No caso do leite humano, o impacto é direto na saúde neonatal. A pesquisa tem uma vertente social importante, pois o desenvolvimento do novo produto vai auxiliar na fortificação da alimentação de crianças, principalmente as prematuras.

“É gratificante contribuir para o aprimoramento do aleitamento materno, que impacta diretamente a vida de bebês prematuros”, destaca Kely.

A sua segunda vertente de pesquisa, sobre qualidade do leite bovino, foi contemplada na Chamada Compete Minas – Linha Tríplice Hélice que permite que avanços científicos sejam aplicados diretamente na indústria por meio de colaboração com a academia e o Governo Estadual.

“Com esse trabalho, nós conseguimos ver as reais necessidades dos produtores e das indústrias e, por meio da pesquisa e das tecnologias desenvolvidas, dar suporte para a empresa desenvolver um novo produto”, explica.

Série de reportagens 

Essa reportagem é parte do especial “A voz feminina na ciência”, uma ação da Sede-MG e da FAPEMIG em comemoração ao Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência e ao Dia Internacional da Mulher. Os conteúdos serão publicados semanalmente, destacando a trajetória de pesquisadoras que contribuem para o fortalecimento da ciência em Minas Gerais. 

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