
O sistema desenvolvido na Universidade Federal de Alfenas (Unifal) auxilia no registro dos dados necessários para garantir a rastreabilidade da cachaça, um dos critérios para a regulamentação do produto
Neste contexto, pesquisadores da Universidade Federal de Alfenas (Unifal) desenvolveram um programa de computador que auxilia pequenos produtores de cachaça artesanal na regulamentação do seu produto. O sistema foi desenvolvido pela professora e pesquisadora da Unifal, Izabella Carneiro Bastos e o, então, aluno de mestrado Felipe Zauli da Silva em parceria com um pequeno produtor da região, responsável pela Cachaça Caminhos Gerais. A tecnologia nomeada Sistema de Gestão de Cachaças Artesanais teve o registro concedido junto ao Instituto Nacional da Proteção Industrial (INPI) com apoio da FAPEMIG.

Cachaça Caminhos Gerais registrada com auxilio do programa desenvolvido pela Unifal Créditos: Izabella Bastos/Unifal
Parte dos requisitos necessários para a certificação de um alambique que produz cachaça artesanal está na documentação das informações de produção de forma que seja possível garantir a consulta das condições e configurações dos equipamentos e materiais para rastreabilidade dos produtos. “O programa tem como finalidade gerar um banco de dados com as informações relacionadas com a produção de cachaça”, explica Bastos.
Ela conta que a principal vantagem do programa está na simplicidade de operação, versatilidade para ser executado em qualquer computador que possua o pacote Office e, principalmente, a especificidade e aplicabilidade para o qual foi desenvolvido, ou seja, programa específico para controle e registro de processo de produção de cachaça artesanal em alambiques.
SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO
O programa também apresenta funções que garantem o sigilo de informações. Bastos conta que apenas usuários cadastrados podem acessar as funções de inserção/registo, consultar informações já inseridas, e ter acesso aos formulários para impressão, além de permitir o cadastro de novos usuários. A função de proteção de acesso para usuários não cadastrados induz o usuário sem permissão a ter que sair do programa, não podendo visualizar ou retirar informações.
“O programa pode ser utilizado para fins educacionais tanto em aspectos práticos da aplicação direta dos recursos e consequente gerenciamento de produção, bem como explorar a lógica desenvolvida na programação (área de Engenharia)”, conta. “Comercialmente, o programa possui potencial para atender pequenos produtores que não têm condições financeiras/técnicas para aquisição de ferramentas de rastreabilidade de produção, conferindo robustez ao alambique produtor da cachaça”, exemplifica Bastos.
Atualmente, o programa não se encontra disponível para o público geral. O projeto, que está presente na Vitrine Tecnológica da FAPEMIG e no portfólio na Agência de Inovação e Empreendedorismo i9/Unifal, está aberto para possíveis propostas de transferência tecnológica.
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