
Projeto coordenado pelo diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG), o professor e pesquisador Luiz Gustavo Cançado, foi vencedor na etapa regional do Prêmio Finep 2025 na categoria Infraestrutura de P&D em ICTs. A iniciativa prevê a estruturação de um Centro Temático nomeado Laboratório de Instrumentação Óptica Aplicada à Saúde (Lioas) que explorará tecnologias ópticas avançadas, microscopia e nanofabricação, colocando a ciência brasileira na fronteira da inovação em saúde.
A categoria reconhece projetos apoiados pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) que visam modernizar e expandir a infraestrutura de pesquisa e desenvolvimento das Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs) no Brasil. Os vencedores foram anunciados em cerimônia realizada no último dia 11, no Rio de Janeiro. Agora, a iniciativa segue para a etapa nacional, com premiação prevista para acontecer em novembro de 2025.
Para Cançado, a premiação sinaliza a presença de Minas no radar da inovação nacional. “Coordenar um projeto reconhecido com o principal prêmio da Finep em uma disputa que envolve toda a Região Sudeste tem um significado especial. Estamos falando da região mais competitiva do país em termos de ciência, tecnologia e inovação, com forte presença de universidades, centros de pesquisa e grandes empresas”, diz.
Em sua opinião, o prêmio é motivo de orgulho Minas e também um incentivo para seguir investindo e ampliando capacidades. “Nesse cenário, a FAPEMIG tem um papel estratégico. Há décadas, estrutura o ecossistema de ciência e tecnologia estadual, apoiando desde a pesquisa básica até o desenvolvimento de soluções inovadoras. Prêmios como esse são também fruto de uma política pública consistente, que acredita na ciência como vetor de desenvolvimento econômico e social”, declara.

Inovação em saúde
O Lioas é uma spin-off , originada a partir do Laboratório de Nanoespectroscopia da Universidade Federal de Minas Gerais (LabNS / UFMG). Segundo Cançado, seu objetivo é estruturar um Centro Temático de instrumentação científica em eletroscopia óptica aplicada à saúde na instituição. Neste contexto, será proposto o desenvolvimento de um oftalmoscópio capaz de identificar, em tempo real e de forma não invasiva, o beta-amiloide retiniano, proteína biomarcadora da doença de Alzheimer, possibilitando diagnóstico precoce.
“A busca por um diagnóstico precoce para o mal de Alzheimer pode ajudar bastante os pacientes e seus familiares, que podem se preparar para a doença. A intenção é que, no futuro, outras técnicas de espectroscopia óptica sejam implementadas no Laboratório”, explica Cançado.
Assista aqui a cerimônia de premiação (Prêmio Finep de Inovação 2025).
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