Inova Minas
Publicado em 03 de mar. de 2020 · Atualizado em 03 de mar. de 2020 · Leitura: 0 min
por Téo Scalioni

Você já ouviu falar em numismata? Para quem não conhece, trata-se de uma ciência que estuda as moedas. E de olho nesse nicho, uma startup mineira decidiu investir em uma proposta para crescer e desenvolver o seu negócio, que de acordo com especialistas cresce em todo mundo. Assim surgiu O Numismata, uma plataforma criada em 2019 que permite que os vendedores numismáticos criem perfis customizados para venderem a preço fixo e leilão suas notas, moedas e medalhas.  A ferramenta possibilita diferenciar e aumentar a base de vendas em uma comunidade numismática, possuindo uma equipe qualificada que trabalha diariamente oferecendo ao seu público uma experiência única e cada vez mais segura.

A ideia da startup foi entrar em um mercado em que muita gente ainda não tem o conhecimento do potencial.  Isso porque, muitas vezes as pessoas nem mesmo sabem que em casa ou na carteira, podem ter moedas e notas que valem muito mais do que o próprio valor delas, atraindo colecionadores e entusiastas da arte. Tanto que em algumas ocasiões, uma única moeda de um centavo pode valer até R$ 80,00.

Colecionadores em ação

“É cada vez maior o interesse das pessoas pela numismática, ciência que estuda as moedas cédulas e medalhas a partir do ponto de vista histórico, econômico e artístico”, conta o especialista Davi Toledo, CEO O Numismata.

Segundo ele, a maior parte do mercado numismata está concentrada na região centro-sul do Brasil e, em sua grande maioria, é formado por colecionadores. Mas desde as Olimpíadas de 2016 houve um aumento no número de pessoas que veem a numismática como fonte importante de investimentos. Isso porque a moeda vem com o valor do metal intrínseco. No entanto, tem uma valorização maior, “já que tem o valor numismático embutido”, afirma.

De acordo com ele, os colecionadores estão em busca de raridades, como, por exemplo, cédulas de R$100 emitidas em 1994 e assinadas pelo então ministro da Fazenda, Rubens Ricupero. Ele se manteve no cargo por apenas 06 meses, fazendo com que a cédula com sua assinatura se valorizasse ainda mais, valendo até R$4 mil.

Cultura numismata

“Existe uma lacuna nesse mercado, principalmente com relação à investimento. Por isso, criamos o site. A ideia surgiu em 2018, ao vermos nosso curador comprando moedas no Brasil e vendendo em leilões nos EUA, Europa e Hong Kong.Para que a ideia saísse do papel, foi preciso um ano de imersão na cultura numismata, a fim de criar um modelo de negócios intuitivo e uma ferramenta digital que pudesse viabilizar o colecionismo de moedas e cédulas. Estudamos muito, montamos nossa equipe e, no início de 2019, colocamos no ar o site, voltado ao mercado de cédulas, moedas e medalhas”, destaca o CEO.

A startup é uma comunidade focada 100% no negócio e na segurança dos processos. Em parceria com a PUC Minas, PagSeguro, WeWork e O Numista (startup francesa) a empresa fornece uma estrutura de ponta que favorece o mercado e-commerce de moedas, medalhas e notas, além do sistema de troca, leilões simplificados, galeria e gerenciador de exposição, fórum de discussão e consultoria sobre o mercado.

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