Inova Minas
Publicado em 02 de jul. de 2021 · Atualizado em 02 de jul. de 2021 · Leitura: 0 min
por Téo Scalioni

Em tempos de coronavírus, a imagem de uma luva plástica descartável com água quente amarrada à mão de um paciente internado viralizou o mundo pelas redes sociais. A ideia de uma enfermeira carioca, além de procurar esquentar a mão dos pacientes em dias frios, também buscou aumentar a sensação de calor humano aos enfermos de covid-19, em muitas vezes solitários em leitos de hospitais. 

Esse aquecimento aos internados é de suma importância para a recuperação de pacientes, em diferentes doenças que vão além da covid. Pensando em otimizar os tratamentos hospitalares, a empresa sediada em Itajubá, SensyMed, especializada em equipamentos médicos de alta tecnologia, criou uma manta térmica descartável (SensyBlanked) para ser utilizada em hospitais. Mais higiênico e de fácil utilização, o cobertor já foi aprovado pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Imetro) e está disponível para venda.  

Segundo um dos sócios da Sensymed, William Hideki Yanaguizawa, a empresa foi a primeira a nacionalizar a manta térmica que antes só poderia ser importada. Com isso, muitos hospitais que antes não tinham condições de adquirir o produto por conta de um dólar alto passou a tê-lo. “Passamos a participar de licitações e concorrências de hospitais e hoje atendemos vários, públicos e privados em diferentes partes do Brasil”, orgulha-se.   

William explica que a manta é utilizado em casos pós-operatório, pois  uma das complicações mais comuns em período que envolve anestesia é a hipotermia que atinge 60% a 85% de todos os pacientes na sala de pós-anestésico. E isso, quando não é utilizado um sistema de aquecimento, pode  causar um salto de 19% para 31% na mortalidade de pacientes que desenvolvem o quadro. A hipotermia pode ainda desencadear outros problemas mais sérios, até mesmo cardíacos e neurológicos. “ E a procura aumentou ainda mais devido a pandemia, pois o equipamento ajuda na recuperação dos pacientes”, afirma.  

Inovação no DNA 

A SensyMed foi fundada  2007 durante o curso de Pós-Graduação em Engenharia Biomédica do Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel). Teve seu início na Incubadora Municipal de Empresas de Base Tecnológica de Santa Rita do Sapucaí – MG, mudando-se para Itajubá – MG em 2012. Desde então, parcerias foram realizadas com o Hospital Odontomed, com a Faculdade de Medicina de Itajubá e com a Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI).  

A empresa foi uma das participantes da primeira edição do Tecnova, projeto que apoia o desenvolvimento de produtos (bens ou serviços) e/ou processos inovadores de empresas brasileiras, e que em Minas Gerais, é realizado pela FAPEMIG em parceria com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). No total, a empresa recebeu cerca de R$ 350 mil, o que resultou no aquecedor de paciente por ar forçado e na manta térmica descartável. “Ajudou a concretizar o projeto. Sabemos que trabalhar com o setor de saúde é difícil no Brasil, mas conseguimos avançar e hoje estamos operando. 

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